Comitê Anticorrupção pede acesso a processo contra Rosinaldo Bual

Representantes foram à Câmara Municipal de Manaus cobrar andamento do processo contra o vereador que foi preso sob suspeita de desvio de salários de servidores em seu gabinete

18 de junho de 2026

Jornalistas membros do Comitê Anticorrupção protocolaram pedido de informações na Câmara Municipal de Manaus (Foto: Divulgação)

Membros da coordenação do Comitê Amazonas de Combate à Corrupção (CACC) estiveram na Câmara Municipal de Manaus (CMM) na manhã desta quinta-feira (18) para protocolar e formalizar o pedido de certidão narrativa e obter acesso integral aos autos da representação que pede a cassação do mandato do vereador Rosinaldo Bual (AGIR/AM).

“A ação atual é motivada pela inércia da Casa Legislativa e busca esclarecer o histórico cronológico de tramitação e identificar a atual localização do procedimento administrativo”, explicaram os representantes.

A denúncia original contra o parlamentar, a qual o CACC solicita abertura de processo político-administrativo, foi protocolada em 6 de outubro de 2025, há cerca de 8 meses e até hoje não foi analisada.

Transparência e prazos

Com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), os representantes exigem que a mesa diretora da CMM discrimine todos os pareceres, despachos e comissões pelas quais a denúncia passou desde o seu recebimento.

“Após oito meses de inércia administrativa, o Comitê necessita obter informações oficiais sobre a tramitação do referido expediente” , destaca trecho do documento, que reforça o caráter estritamente documental do pedido. O Comitê solicita que a certidão e as cópias integrais do processo sejam fornecidas digitalmente por e-mail, estipulando que o Poder Legislativo municipal responda de forma motivada e rigorosamente dentro do prazo legal.

A comitiva que compareceu ao parlamento municipal foi integrada pelas advogadas Elcilene Silva da Rocha, Margareth Buzaglo e o jornalista, Wilson Reis. O requerimento também conta com a assinatura eletrônica dos coordenadores Manoel Carlos de Oliveira Júnior e Inácio Guedes Borges.

Rosinaldo Bual foi preso preventivamente em outubro de 2025 durante a Operação Face Oculta, conduzida pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). Ele é investigado por suspeita de “rachadinha” (desvio de salários de servidores de seu gabinete). O vereador foi solto em dezembro de 2025 sob medidas cautelares, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se ausentar de Manaus sem autorização. Ele continua afastado de suas funções legislativas e recebendo seus salários.

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