6 de maio de 2025

“Estadão” diz que Alberto Neto facilitou fraudes no INSS

Deputado Alberto Neto em discurso na Câmara Federal, em Brasília (Foto: Agência Câmara)
O deputado federal pelo Amazonas foi o relator de uma medida provisória de 2021 que facilitou os descontos não autorizados nas contas de aposentados de todo o país

Brasília (ÚNICO) – O jornal “O Estado de São Paulo”, mais conhecido por “Estadão” publicou uma reportagem revelando que o deputado federal pelo Amazonas, Capitão Alberto Neto (Republicanos) foi uma “peça-chave” para a criação da legislação que facilitou as fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do INSS, atualmente sob investigação da Polícia Federal, em 14 estados brasileiros, inclusive o Amazonas.

Segundo a matéria, Alberto Neto foi o relator de uma Medida Provisória proposta pelo então presidente Jair Bolsonaro em 2021, e aprovada no Congresso Nacional, que acabou reduzindo o controle sobre o que era ou não era descontado das contas bancárias dos aposentados, “abrindo caminho para uma verdadeira farra de cobranças indevidas”.

Rombo de R$ 6,3 bilhões em seis anos

Como relator da Medida Provisória, Alberto Neto aceitou uma emenda que estendeu o prazo para recadastramento anual dos aposentados, já que eles não podiam sair de casa por conta da pandemia de Covid-19. Ou seja, o prazo para recadastramento foi ampliado e as entidades aproveitaram para colocar descontos falsos nas folhas.

Entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) estão na lista de investigados, acusadas de descontar mensalidades de aposentados sem autorização — valores pequenos o suficiente para passar despercebidos, mas que, somados, geraram um rombo de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Deputado divulga Nota

O deputado Alberto Neto divulgou nota, onde confirma a sua atuação na relatoria mas alega que atendeu “pedidos da sociedade”. Confira:

“É leviana a tentativa de associar meu nome a esta máfia que atua no atual governo e prejudica milhares de brasileiros.


Como relator do projeto, atendi a pedidos da sociedade para aguardar o término da pandemia para iniciar os recadastramentos, uma vez que os aposentados eram os grupos mais vulneráveis da pandemia.


O objetivo era proteger e cuidar dos idosos. Em março de 2021, o estado de calamidade pública ainda estava em vigor e seria arriscado tirar idosos de casa para irem fazer o recadastramento.
Assinei a CPI do INSS e reafirmo meu compromisso com a defesa dos aposentados e pensionistas, lutando para que sejam ressarcidos por toda a corrupção desencadeada neste governo”.

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