22 de junho de 2026

Camara aprova projeto que cria políticas públicas para pessoas com TDAH

Deputado Amom Mandel assina autoria do projeto junto com outros dois parlamentares federais

Deputado Amom Mandel assina projeto coletivo para pessoas com TDAH (Foto: Jessé Correa)

Brasília (ÚNICO) – A Câmara dos Deputados aprovou a redação final do Projeto de Lei 4225/2023, que dispõe sobre os direitos das pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e altera a legislação federal relacionada ao acompanhamento de estudantes com transtornos de aprendizagem.

A matéria, de autoria dos deputados Alex Manente (Cidadania-sp), Amom Mandel (Republicanos) e Any Ortiz (PP-RS), teve relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA) e agora segue para análise do Senado Federal.

O texto aprovado representa um avanço importante para crianças, adolescentes e adultos que convivem com o TDAH e, muitas vezes, ainda enfrentam incompreensão dentro da escola, no ambiente de trabalho, nas relações familiares e até no acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado.

Na prática, a proposta busca tirar essas pessoas da invisibilidade e transformar em política pública aquilo que, por muito tempo, ficou restrito ao esforço individual das famílias.

Diretrizes

Entre as diretrizes previstas estão a identificação precoce de sinais de transtornos do neurodesenvolvimento, o encaminhamento para avaliação e diagnóstico, a adoção de planejamento educacional individualizado, a articulação entre escola e serviços de saúde, a formação continuada de profissionais da educação e da saúde, além do combate à discriminação e à exclusão.

O projeto também prevê a adoção de acomodações razoáveis em avaliações, concursos, processos seletivos e ambientes de ensino, como tempo adicional para realização de provas, ambientes com menos estímulos distratores, uso de recursos de apoio e flexibilização de formatos, respeitadas as regras de cada sistema educacional ou seleção.

Para o deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM), a aprovação é um passo para que o Brasil trate o TDAH com mais seriedade, ciência e responsabilidade pública.

“Durante muito tempo, pessoas com TDAH foram chamadas de desatentas, difíceis, preguiçosas ou indisciplinadas, quando, na verdade, muitas precisavam de diagnóstico, acolhimento, estratégia pedagógica e acesso adequado à saúde. Esse projeto ajuda a corrigir uma dívida histórica com essas pessoas e com suas famílias”, afirmou Amom.

Agora o PL segue para o Senado Federal antes de ser encaminhado à sanção presidencial.

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