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Ziraldo: Um gigante da cultura brasileira

Por: Juscelino Taketomi

Jornalista, há 28 anos servidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam)

Câncer De Colo De Útero

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Um desafio constante na pauta do Estado

Por Juscelino Taketomi

Com a construção, em pleno andamento, do Centro Avançado de Prevenção do Câncer do Colo do Útero do Amazonas (Cepcolu), anexo à Fundação Centro de Controle de Oncologia (FCecon), o governo Wilson Lima se estrutura para enfrentar desafios significativos em relação à saúde das mulheres.

Neste período de mais uma “Campanha Março Lilás”, convém reconhecer que o quadro se agravou no Estado, com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) projetando a possibilidade da ocorrência de mais de 1.800 novos casos até 2026.

O câncer de colo de útero é uma preocupação constante de saúde pública em todo o Brasil, e regiões, como o Norte da Amazônia, com recursos limitados e acesso irregular aos serviços de saúde podem enfrentar dificuldades adicionais no controle e prevenção da doença

Situado em uma região geograficamente complexa, o Amazonas apresenta variações na incidência de câncer de colo de útero em suas diferentes áreas.

No Estado, o governo Wilson Lima atua em parceria com o Ministério da Saúde e a Prefeitura de Manaus em ações de prevenção desse tipo de câncer. As ações envolvem a oferta de exames de Papanicolau gratuitos em unidades de saúde no estado e campanhas educativas buscando aumentar a conscientização sobre a importância do exame e da vacinação contra o HPV.

Um câncer 100% evitável

Médico urologista, o deputado estadual Dr. George Lins (União Brasil) destaca a prevenção no combate à doença, chamando a atenção para a importância da vacinação contra o HPV. Para ele, o Cepcolu) será um instrumento estratégico na luta contra o problema.

“Sou médico do quadro de urologistas da FCecon, onde lidava diariamente com o sofrimento de mulheres que chegavam na instituição com o quadro avançado. Conheço profundamente o problema e fico muito feliz hoje com a perspectiva do Cepcolu, que vai fortalecer a luta contra o câncer do colo de útero”, disse o parlamentar ao ÙNICO.

Conforme o deputado, o Amazonas e o Amapá são os únicos estados do país em que o câncer de colo de útero é o mais comum entre mulheres. “Precisamos pensar em políticas públicas para melhorar a saúde da mulher, especificamente no combate ao câncer de colo de útero, precisamos elevar as vacinações, pois elas previnem em 70% a chance de desenvolvimento do câncer de colo de útero”, afirma Dr. George.

Empenhado na campanha contra a doença, o deputado apelou à bancada federal amazonense no Congresso Nacional para que se mobilize junto ao Ministério da Saúde em favor da disponibilização da Vacina Nonavalente (HPV9) para fortalecer a luta contra o papilomavírus humano (HPV) no Amazonas. Por enquanto, a vacina só existe na rede privada do Estado.

Ação em regiões remotas

Na luta para diminuir a incidência da doença no Estado, o governador Wilson Lima se esforça para superar dificuldades e tornar possível o acesso aos serviços de saúde em áreas remotas e comunidades ribeirinhas do Amazonas.

A luta envolve sérias questões como infraestrutura limitada, escassez de profissionais de saúde e barreiras culturais que dificultam o controle efetivo do câncer de colo de útero no Estado.

Programas de prevenção

Os esforços governamentais e da sociedade, de um modo geral, no sentido de aplacar a doença, precisam, em 2024, dar continuidade a investimentos em programas de prevenção, detecção precoce e tratamento, bem como em educação em saúde.

O câncer de colo de útero representa um desafio significativo para a saúde das mulheres em todo o mundo, e o Estado do Amazonas, como uma das regiões mais vastas e diversas do Brasil, não está isento dessa realidade.

Programas educacionais também devem ser cada vez mais incrementados para aumentar a conscientização sobre a importância da triagem regular e da vacinação contra o HPV, que é um fator de risco conhecido para o câncer uterino.

Somente por meio de uma abordagem abrangente e colaborativa, envolvendo governos, organizações de saúde e comunidades locais, será possível reduzir efetivamente a carga dessa doença e melhorar a saúde das mulheres no estado, em particular, e em toda a região amazônica.


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