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Cidades e comunidades sustentáveis

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

Sobre a Economia Verde

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A Economia Verde foi apresentada ao mundo em 2008 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) que constitui o principal programa da ONU para a proteção do meio ambiente e à promoção do desenvolvimento sustentável. A partir daí, a Economia Verde foi substituindo o que antes conhecíamos como “ecodesenvolvimento”.

De acordo com o PNUMA, a “Economia Verde busca garantir a igualdade social e o bem-estar da humanidade aliada à diminuição dos problemas ecológicos e ambientais, sendo de baixo carbono, eficiente e limpa, mas também com caráter inclusivo, baseada na partilha, colaboração, solidariedade, resiliência, oportunidade e interdependência” (2008).

A Economia Verde reflete quatro décadas de diálogo entre governos de países desenvolvidos e em desenvolvimento sobre o meio ambiente, a economia e o desenvolvimento, marcadas pela sequência de conferências globais sobre o assunto: a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano em Estocolmo em 1972, a Rio 92 e a Rio+10 em 2002, às quais se soma o processo preparatório para a Rio+20 (Tavares, 2011).

Trata-se de um modelo econômico que propõe a melhoria de indicadores sociais, da eficiência no uso de recursos naturais e a adesão de práticas de consumo consciente bem como a baixa emissão de carbono.

Este novo modelo objetiva promover o crescimento econômico ao mesmo tempo em que combate a desigualdade social, os riscos ao meio ambiente e a escassez ecológica. Dentre os principais instrumentos da Economia Verde destacamos: a mitigação, a adaptação, a bioeconomia e os serviços ambientais.

Acerca dos princípios, coincidem com os já conhecidos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 uma vez que busca o desenvolvimento de energias renováveis, cidades sustentáveis, ações climáticas, redução das vulnerabilidades, valorização da biodiversidade e os ecossistemas, geração de empregos verdes, criação de tecnologias e impulso às inovações.

Para ser executada faz-se necessário uma mudança no modelo de desenvolvimento econômico e um amplo compromisso político dos estados, do setor privado e da sociedade civil organizada.

Em síntese, sua implementação deve seguir um conjunto de prática e ações, com destaque para: as políticas públicas sustentáveis, as estratégias empresariais alinhadas às práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), as escolhas individuais e o consumo sustentável.

MICHELE LINS ARACATY E SILVA, Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM


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