5 de junho de 2026
Entardecer em Seattle

Desembarquei em Seattle, em uma tarde fria. 12 graus. Ponto final de uma longa viagem que se iniciou dois dias antes, em São Luís, minha casa. Voei para São Paulo, onde passei o dia. De Guarulhos embarquei para Miami; oito horas de voo. Conexão de duas horas. Novo voo; seis horas para Los Angeles. Aeroportos gigantescos, muita gente circulando.
Verdadeiras cidades pulsantes. Mais quatro horas de voo, finalmente cheguei em Seattle. Minha segunda vez nesta cidade fascinante e surpreendente. Estive aqui em 2016, em um stopover de dois dias a caminho de Anchorage, Alasca.
Bonita, vibrante, situada no Puget Sound, na região do Noroeste Pacífico dos EUA, é cercada de água, montanhas e florestas perenes, contém milhares de hectares de parques. Maior cidade do estado de Washington, além de ser grande polo tecnológico: Microsoft, Amazon, Boeing têm suas sedes estabelecidas na área metropolitana. O futurista Space Needle, um legado da Expo 62, é o monumento mais famoso da cidade. Do alto do Space Needle, descortina-se grande parte da cidade.
Seus parques bem cuidadosos são um convite para desfrutar da natureza.
Compro passagens aéreas com frequência. Assim como pago mensalmente: água, luz, telefone, IPTU, tenho uma conta corrente de passagens aéreas. Comprei estas em agosto de 2025, sem atentar para o fato de que seria quase no período da 23ª Copa do Mundo de Futebol, que será sediada nos EUA, Canadá e México. Seattle sediará alguns jogos. As outras cidades americanas sedes são: Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e São Francisco.
Por não ter atentado para a data da Copa, ao pesquisar hospedagem, encontrei preços exorbitantes para um bolso raso.
Após muita busca, encontrei um hotel pequeno, no centro da cidade, próximo a um dos pontos turísticos mais visitados: Pike Place Market.
Verdadeiro tour gastronômico, caminhar pelo mercado. É uma imersão através da cena de comida de Seattle, experimentar sabores de diferentes partes do mundo, além de uma viagem pela cultura local. Neste histórico mercado de agricultores, que mantém a tradição dos produtores locais enquanto se degusta uma abundância de frutas frescas, queijos, comidas diversas, vinhos e muito mais. Além de arte. Tem artistas mostrando seus trabalhos ao longo dos labirintos que compõem esse templo gastronômico-cultural. Gosto de feiras e mercados. Em todas as cidades que visito, encontro tempo para visitá-los.
Seattle que foi fundada a maior rede de cafeterias do mundo, a Starbucks, em 1971, no mercado Pike Place Market. Inicialmente operado como uma loja de vendas de grãos e especiarias. Hoje são 41.129 cafeterias Starbucks em 89 países.
Embora a Copa do Mundo de Futebol seja no dia 11 de junho, dia que retorno ao Brasil, pouco se verá sobre o maior torneio de futebol do mundo. Mesmo nos aeroportos, ruas ou avenidas, somente uma decoração tímida lembra que os americanos sediarão o maior evento futebolístico do planeta.
Caminhar pelas ruas, avenidas e parques de Seattle, com temperaturas em torno de 12 graus, é um deleite para um nordestino que não gosta de calor.
Escrevo de uma cafeteria, no centro da cidade, próximo ao hotel, em um final de tarde, quando o sol se põe, dando lugar ao luar, observando os transeuntes retornarem de mais um dia de trabalho. Gosto dessa atmosfera.
Jornalista, escritor e globetrotter
Autor do livro “Das muletas fiz asas”
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