PRIMEIRA MÃO

Wilson Lima se movimenta para atrair mais investimentos para Zona Franca de Manaus

Wilson Lima
O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), está disposto a assumir a bronca das empresas da Zona Franca.

Governador anunciou que vai mudar e desburocratizar a lei estadual de incentivos fiscais

“Não é hora de politicagem, é hora de trabalhar”, diz Lima

Insegurança energética no DI preocupa fábricas e OAB

Novos títulos de cidadão do Amazonas tramitam na Assembleia Legislativa

Delegado Saraiva responde ao ministro do Meio Ambiente

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), está disposto a assumir a bronca das empresas da Zona Franca de Manaus, diante da mudança de regras constantes em torno dos incentivos fiscais do modelo – a chamada insegurança jurídica. Ele disse ontem à noite que vai reformar a lei de incentivos fiscais do Estado (nº 2.826/2003), no sentido de desburocratizar a concessão de incentivos, vai prorrogar a lei até 2033 e ainda criar alternativas para atrair novos empreendimentos industriais.
A decisão de Wilson Lima foi anunciada depois de reunião com presidentes de várias entidades representativas do setor industrial, como a Fieam, o Cieam, a Abraciclo e a Eletros.

A bronca

Com essa iniciativa, Lima bate de frente com a equipe econômica do governo Bolsonaro, cuja lei maior é “cortar incentivos fiscais de qualquer natureza” e não esconde seu repúdio ao modelo Zona Franca de Manaus.
Vale lembrar que a fábrica da LG – e outras 500 empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus – buscam justamente a redução de custos por meio dos incentivos fiscais.

Entrave na energia elétrica

Quem também está se mobilizando em favor da ZFM é a OAB-AM que, pela primeira vez, ganha destaque com a Comissão da Zona Franca, comandada pela advogada Gina Moraes. Ela e a presidente da Ordem, Grace Benayon, foram até a Amazonas Energia saber porque acontecem tantos cortes de energia nos distritos industriais I e II e como resolver isso. “Nos últimos três meses, ocorreram inesperadamente mais de sete suspensões no fornecimento de energia elétrica, afetando a capacidade produtiva de grandes indústrias como a BIC do Brasil, P&G, Essilor, NovaMed Pharma, Michelin, Valfilm e Placibrás”, argumentaram as advogadas.

Faltaram investimentos

São interrupções que duram duas horas ou mais, que param totalmente as linhas de produção. E algumas não podem ter o trabalho interrompido, sob pena de perder todos os produtos que estavam no meio do processo de fabricação.Moraes e Benayon receberam do diretor técnico da empresa a explicação de que “o déficit histórico de investimentos no setor de energia tem causado muitos problemas”, ou seja, a empresa não consegue garantir abastecimento com qualidade, porque ainda precisa investir em usinas, redes de distribuição, etc. Mas garantiu que vai buscar alternativa mais rápidas para sanar o problema.

“Politicagem”

Mais ativo do que nunca, Wilson Lima não está deixando nada sem resposta. Aproveitou também o dia de ontem para rebater as acusações feitas pelo vice-governador Carlos Almeida Filho, feitas à Folha de S. Paulo. Almeida disse que Lima teria relaxado no controle da pandemia, seguindo alinhamento com o governo de Jair Bolsonaro, e prejudicado a população, causando as mortes. “Não é hora de politicagem. É hora de trabalhar duro para evitar a perda de vidas humanas e recuperar a economia do estado do Amazonas, como o governo vem fazendo desde o início dessa crise”, declarou ele em nota enviada à imprensa, em que enumera as ações sanitárias adotadas, ampliação de leitos e a busca pelas vacinas.

O queridinho das mulheres

O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM) não conseguiu quase nada do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o depoimento dele na quarta-feira (6). Em compensação, sua defesa da participação da bancada feminina nos questionamentos aos convocados para depor, já lhe garantiu discursos favoráveis da senadora Simone Tebet (MDB-MS) e muitos agradecimentos. “Nós estamos, sim, fazendo uma concessão neste momento. E não é uma concessão porque elas são mulheres. É uma concessão porque elas têm uma representatividade igual à nossa”, disse Aziz aos senadores governistas que não queriam deixar as mulheres perguntarem nada.

Ladrões de madeira

Outro rápido na resposta foi o delegado da Polícia Federal Ricardo Saraiva, demitido da Superintendência do Amazonas depois de denunciar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, por supostamente beneficiar grileiros e madeireiros ilegais. Saraiva publicou em suas redes sociais: “Aviso aos ladrões de terra e de madeira: o jogo só termina quando acaba. Sentenças são sujeitas a recursos”, disse ele, referindo-se à sentença do STF que determinou a devolução de parte da madeira apreendida por ele, na divisa entre o Amazonas e o Pará.

Os novos amazonenses

Estão tramitando na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) três Projetos de Lei que preveem a concessão do título de “Cidadão do Amazonas” aos artistas Whindersson Nunes, Gusttavo Lima e Tirullipa. Os três foram responsáveis por mobilizar dezenas de colegas da classe artística para conseguir oxigênio para o Amazonas, em janeiro, durante o colapso na Saúde. “É uma forma de agradecer”, disse Cabo Maciel.


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