Wilson Lima participa de reunião em Roma e discorda de Bolsonaro sobre Amazônia

O governador Wilson Lima (PSC) que apoiou o presidente Jair Bolsonaro (PSL), na eleição do ano passado, disse que discorda da avaliação do Palácio do Planalto que o Sínodo da Amazônia, represente uma questão de segurança nacional.
“Eu não vejo dessa forma. O amadurecimento do processo democrático avançou, não permite mais esse tipo e insinuação”, afirmou.

Imagem negativa

Wilson Lima e mais quatro governadores da Amazônia participaram nesta segunda-feira, (28), de um encontro no Vaticano com religiosos e cientistas para debater alternativas de preservar a floresta e se afastar da imagem negativa do presidente na Europa em relação às medidas do seu governo nas questões ambientais.
A reunião acontece depois do encerramento do Sínodo para a Amazônia, ocorrida no domingo, (27), em que o documento final propõe o respeito aos povos indígenas e a busca por modelos econômicos à ‘ecologia integral’.

Governador propõe discussão

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), após a missa de encerramento do sínodo, celebrada pelo papa Francisco na Basílica de São Pedro, disse que as discussões sobre a Amazônia requer a presença dos amazônidas.
“Não tem como as pessoas estarem aqui tratando da Amazônia sem a nossa presença. Toda as vezes em que há uma ameaça contra a Amazônia é ruim para o Brasil. Quando saem as manchetes negativas, é pior ainda para os estados da Amazônia. Somos os primeiros a receber a fatura. Somos nós os que começamos a sofrer embargo de nossos produtos, o dedo primeiro aponta para a gente, como se fossemos os destruidores da Amazônia”, enfatizou.
Os governadores da Amazônia Legal Helder Barbalho (MDB/PA), Waldez Góes (PDT/AP), Gladson Cameli (PP/AC), e Flávio Dino (PCdoB/MA), participaram da reunião em Roma.


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