PRIMEIRA MÃO

Wilson Lima não aceita e Bolsonaro descarta intervenção federal na saúde

Presidente Jair Bolsonaro e Wilson Lima
O presidente Jair Bolsonaro descartou o pedido de intervenção federal na saúde do Amazonas após consultar o governador Wilson Lima e este ter recusado. Bolsonaro queria uma solução negociada sem a necessidade da intervenção formal, mas Wilson Lima não concordou, segundo o jornal Folha de São Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro descartou o pedido de intervenção federal na saúde do Amazonas após consultar o governador Wilson Lima e este ter recusado. Bolsonaro queria uma solução negociada sem a necessidade da intervenção formal, mas Wilson Lima não concordou, segundo o jornal Folha de São Paulo. Wilson alegou que tem condições seguir no comando do processo de combate ao Coronavírus.  O governador, no entanto, pediu mais equipamentos, medicamentos e recursos para reforçar as ações do Estado no atendimento dos pacientes com sintomas de Covid19. O pedido de intervenção foi aprovado na segunda-feira (20/4) na Assembleia Legislativa do Amazonas.

  • Samu entra também em colapso

O colapso na saúde do Estado está cada dia pior. Na noite de quarta-feira (22/4) o diretor do Samu, Ruy Abraim, fez um desabafo num grupo de médicos no Whatsapp: “Todas unidades de portas fechadas! Não aceitam mais nenhum paciente! Estamos com oito ambulâncias perambulando pela cidade, sem ter onde deixar o doente. Restante das ambulâncias com material preso, incluindo cilindros de oxigênio. Estão sumindo nossos fluxômetros. São pacientes de rua. O que devemos fazer? Só nos resta deixar de atender! ”, diz a mensagem passada para o Portal Único pela diretora do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Patricia Sicchar. (Veja fac-símiles no site)

  • Mais desabafo

Na mesma mensagem, o diretor do Samu diz que vai passar a orientar as pessoas a levarem os pacientes por meios próprios E pergunta: Cadê o Hospital Adriano Jorge, Beneficente Portuguesa? Porque não montam um hospital de campanha no Vasco Vasquez? Nilton Lins, NADA por enquanto. Só pra dizer.Perderam o controle!”

  • General Pazzuelo confirmado na Saúde”

A confirmação do general que estava sediado em Manaus Eduardo Pazzuello para ser secretário-executivo do Ministério da Saúde, está tendo resultados para o Amazonas. O ministro da Casa Civil, Braga Netto, anunciou que o Governo Federal convocou 83 profissionais de saúde para atuarem em Manaus a fim de atuarem no enfrentamento ao coronavírus. A decisão é atribuída ao general Pazzuello. A ida de Pazzuello para o Ministério teve o dedo do superintendente da Suframa, Coronel Alfredo Menezes.

  • Mudança na liderança

A quarta-feira foi de muitos rumores sobre mudanças na liderança do Governo na Assembleia após a aprovação do pedido de intervenção federal na saúde e da chagada na Casa do processo de impeachment do governador e do vice protocolado pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mário Vianna. Nos bastidores é dada como certa a substituição de Joana Darc (PL) por Belarmino Lins (Progressistas) e mudança em secretárias a partir de indicação de parlamentares. Tudo para acomodar a base e evitar a aprovação do impeachment.

  • Hospital problemático

Cinco dias após da inauguração, o hospital de campanha do Governo instalado na Nilton Lins funciona com menos de 40 leitos dos 400 prometidos. Até ontem, apenas dois leitos de UTI estavam sendo usados. A unidade não está preparada para receber mais pacientes em estado grave e vem recusando pacientes graves que procuraram o hospital. Um vídeo postado nas redes sociais mostra o drama de uma família e de uma motorista de aplicativo para internar uma paciente que já estava desmaiada. (Veja vídeo). Na propaganda do governo é apresentado como um hospital de primeiro mundo. 

  • Artur comemora altas

O prefeito Artur Neto comemorou a alta dos primeiros nove pacientes internados no hospital de campanha da Prefeitura/Samel. Todos receberam o tratamento de ventilação não invasiva, por meio da “cápsula Vanessa”. O hospital de campanha municipal Gilberto Novaes está funcionando com duas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), com capacidade total de 39 leitos, além de leitos semi-intensivos.

  • Sabatina virtual

A Secretária de Saúde do Estado, Simone Papaiz, foi sabatinada virtualmente por cinco horas pelos deputados estaduais na tarde desta quarta-feira (22/4) e deixou claro que o Estado não tem uma nova estratégia para combater a expansão do coronavírus. Mesmo com o plano atual já fracassado, com o sistema de saúde colapsado ao mesmo tempo em que os números de casos e de mortes explodem colocando o Amazonas no topo do ranking nacional das estatísticas da doença.

  • Sem testagem em massa

A Secretaria disse que não há planos para testar em massa a população. O Governo vai se limitar a aumentar gradativamente o número de leitos, mas reconhece que não terá como atender a demanda crescente de pacientes com Covid-19. E o Amazonas ainda nem chegou perto do pico da doença previsto para final de maio e início de junho.

  • Josué aponta equívocos

O presidente da Aleam, Josué Neto, disse que faltou gestão e priorizar a aplicação de recursos para colocar todos os 825 leitos da rede pública (SUS) à disposição da população. Josué lembrou que o Estado pagou em apenas dois meses R$ 736 milhões em dívidas passadas e nenhum centavo desse valor foi destinado ao combate da Covid-19. Agora, em função da crise, o Estado não terá recursos para ativar esses leitos necessários para evitar centenas de mortes, disse Josué.

  • Pagamento garantido

O prefeito Artur Neto garantiu que os pagamentos dos salários de abril e maio dos servidores públicos municipais não serão afetados pela crise da pandemia do coronavírus e estão garantidos. Segundo Arthur, a primeira parcela do 13º salário prevista para junho também será paga dentro do prazo.


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