Venezuela e Guiana assinam acordo para evitar guerra

Lula terá papel central na intermediação dos acordos

Governo reforçou presença do Exército em Roraima

Fábio Rodrigues
Especial para o ÚNICO

Brasília (ÚNICO) – O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, vai ter um papel central nas negociações entre a Venezuela e a Guiana, países que estão sob tensão em disputa de território.

Ontem, os presidentes venezuelano, Nicolás Maduro, guianense, Irfaan Ali, assinaram uma declaração conjunta em que os dois países se comprometem a não usar a força um contra o outro, ou seja, evitar as agressões mútuas.

Caso o acordo seja rompido por uma das partes, o incidente vai ser levado imediatamente para à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), à Comunidade Caribenha (Caricom) e ao presidente Lula.

Mediação

Além de Lula, autoridades de vários países da América do Sul e Caribe vão atuar como mediadores das das conversas entre Maduro e Ali.

Divergências

Os dois países deixaram claro, porém, que divergem em relação à legitimidade da Corte Internacional de Justiça (ICJ) como instância para decidir a controvérsia fronteiriça. Uma próxima reunião foi marcada para ser realizada no Brasil, no prazo de três meses.

Para entender o caso

No início de dezembro, a Venezuela realizou uma consulta popular que aprovou a incorporação de Essequibo, uma região da Guiana, que é disputada entre os dois países há mais de um século. O governo venezuelano também autorizou a exploração de recursos naturais na região e nomeou um governador militar para ela.

Desde então, as tensões entre os dois países aumentaram. O governo brasileiro reforçou as tropas militares em Roraima.

Com informações da Agência Brasil


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