Vem por aí novas e fortes mudanças climáticas

La Niña tem características bem intensas com chuvas fortes

No Amazonas as chuvas vão aumentar nos próximos meses

Fábio Rodrigues
Especial para o ÚNICO

Brasília (ÚNICO) Após o El Niño ter influenciado as condições climáticas ao longo de 2023, gerando chuvas intensas e provocando cheias, os olhares agora se voltam para as mudanças que o La Niña pode trazer. O fenômeno climático está prestes a trazer uma “reviravolta” nas condições meteorológicas.

Conforme o meteorologista e engenheiro-agrônomo Ronaldo Coutinho, a mudança climática será muito rápida e os efeitos serão contrários ao El Niño, com possibilidade de o inverno iniciar mais cedo em 2024.

No Amazonas, por exemplo, a tendência é que a quantidade de chuvas, tanto em frequência quanto em voluma, seja intensificada a partir dos meses de fevereiro, março e abril, com previsões até maio e junho.

A cara do La Niña

“A La Niña no oceano pacífico, ou seja, começa a resfriar a partir de meados do mês de março em diante, no trimestre, maço, abril e maio, teremos o início do processo de formação do fenômeno e, provavelmente, ela vai atuar de fato globalmente nos meses de maio, junho e julho.”, explica Coutinho.

“Teremos uma mudança climática muito rápida e, consequentemente, os efeitos contrários, ou seja, chuva muito irregular, o frio se aproximando com mais intensidade e eventos extremos, seja para frio ou calor, com possibilidade de chuva excessiva em um curto período, como já ocorreu entre os anos de 2020 e 2023”, completa.

Ronaldo Coutinho afirma que durante o período da La Niña podem ocorrer situações extremas, destaque para um período mais longo com baixas temperaturas.

“Pode ocorrer enchentes, excesso de chuva e estiagem severa num curto tempo. É muita irregularidade na chuva, sendo a sua principal característica, o que facilita a chegada do frio mais cedo e o término dele mais tarde”, finaliza.

Característica do fenômeno e seus efeitos em todas as regiões do Brasil.

O La Niña é um fenômeno caracterizado pelo resfriamento anômalo das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial, o oposto do que ocorre com o El Niño. Da mesma forma deste, o La Niña mexe com toda a circulação atmosférica no mundo todo.

No Brasil, as chuvas tendem a ficar mais volumosas que o normal no Norte e no Nordeste, e o tempo fica mais seco em amplas áreas do Centro-Sul do país, especialmente o Sul, que fica mais vulnerável a eventos de seca, que trazem déficit hídrico no solo e acabam prejudicando algumas culturas.


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