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Claúdio

Coluna:

Por: Cláudio Barboza

Jornalista profissional rg/mtb 059
Prêmio Esso de jornalismo

Vamos conversar

claudio

Pra começo de conversa é preciso combinar, meu nome mesmo é José Claudio, Claudio Barboza era meu pai. Eu nasci no dia de aniversário dele, 25 de abril. Ele era uma pessoa simples, mas com alguns talentos que nunca tive. Apesar do pouco estudo era muito bom de matemática, desenhava muito bem e sabia vender como ninguém. Era do tipo calado, e nunca conversamos muito, mas me deu o que só reconheci muito tempo depois, a liberdade. Usei cabelos cumpridos, raspei a cabeça quando quis e minhas roupas sempre foram do meu gosto. Ele nunca me proibiu de nada, nunca dei um abraço nele e isso me faz falta, por isso eu digo: aproveita o momento e diz te amo a quem você ama, beija e abraça quem você gosta, que o tempo passa. E rápido…


Não lembro quando comecei a escrever. Só sei que não queria ser jornalista, embora aos 13 anos fosse editor de esportes no jornal do Seminário onde estudei e tanto aprendi. Tentei um pouco de tudo, ser médico, geólogo, agrônomo e advogado mas o jornalismo sempre esteve em mim…não teve jeito. Aos 17 anos eu estudava no Colégio Dom Bosco, em Manaus, e vi um anúncio no jornal A Crítica. “Precisa de repórter para esportes”. Eu sempre gostei de esportes. Fui lá e garanti a primeira redação. Depois outras foram surgindo.


Às vezes acho que escrevo legal, mas depois leio algo que uma pessoa fez tão bem que vejo o quanto preciso aprender.


Costumo dizer que no jornalismo a escrita é técnica. Há 45 anos eu escrevo tecnicamente, mas poucas vezes ouso outros caminhos, como esse daqui…faz tempo que não faço isso e o que me motivou foi a leitura de um livro de um cara que só conhecia de nome, embora ele tenha milhares de seguidores. A maneira que Whindersson Nunes, conta a sua história no livro “Vivendo como um Guerreiro” é uma aula e tanto.

Outro dia alguém tentou me sacanear. Disse que estou velho e caminhando para o final. Se a ideia era ferir, não conseguiu. É claro que estou velho, são mais de 60 anos de idade e tenho plena consciência de que não tenho pela frente o mesmo tempo que vivi, mas me preparo com tranquilidade para o tempo que ainda terei. Acordo cedo, vou a academia seis vezes por semana, trabalho todos os dias. Tudo de boa sem fanatismo. Bebo meu vinho com equilíbrio e mesmo num mundo que tem sido tão brutal, renovo minhas esperanças no nascer de cada dia.


Sou humanista, um místico religioso e muito grato a tanto que recebo. Meus filhos estão caminhando bem. Juliana foi a primeira, Manoela é a filha do meio e João Pedro é o caçula que se aproxima dos 20 anos. Há quase dois anos chegou a neta Beatriz, filha de Ju. São amores da minha vida, meus prolongamentos de existência.


Nesses tempos em que algumas coisas assustam, como essas manifestações racistas, por exemplo, ou atos de ódio, é necessário ser cada vez mais humano na expressão maior da palavra e fazer dessa passagem por aqui, um ato de amor, dando o possível a quem precisa, mesmo que seja um pouquinho, pois faz uma enorme diferença pra quem nada tem. É assim que estou envelhecendo e é assim que quero continuar nessa caminhada. Gratidão ao Whinderson Nunes que me trouxe a essa motivação.

OBs: se tiver vontade de chorar, chore…se tiver vontade de rir…sorria…ame…viva…agradeço…agradeço…agradeço

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