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“A humanidade abriu as portas do inferno” com a crise climática

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

Turismo de base comunitária

Turismo de base comunitária

Define-se turismo de base comunitária o tipo de turismo no qual a comunidade se organiza e presta serviços aos visitantes, tais como: levar para pescar, trabalhar como guia local, conhecer a roca, a casa de farinha, oferecer hospedagem, alimentação etc.

É considerado um modelo alternativo ao turismo de massa e ao longo dos anos vem ganhando espaço entre os turistas que buscam por viagens mais conscientes uma vez que as viagens priorizam a conservação da cultura e do ambiente natural, estimulando o desenvolvimento econômico da comunidade.

No turismo de base comunitária, cada membro e morador tem o poder de colaborar e definir os rumos do turismo local, possibilitando o desenvolvimento de uma atividade mais justa, equilibrada e sustentável. Nos roteiros, nada de grandes resorts ou restaurantes de luxo o que se apresenta ao visitante é o cotidiano da comunidade.

O turismo comunitário atende aos seguintes componentes da afinidade no turismo: educação no relacionamento; gestões ambiental, cultural e operacional; desenvolvimento pessoal: aprender/conhecer-ensinar/mostrar; melhoria da qualidade de vida: comunidade e visitantes.

Tal atividade ao ser desenvolvida contribui para a valorização da própria comunidade e permite a sua interação com outras culturas e realidades. Além disso, oportuniza benefícios econômicos que contribuem para melhorar a qualidade de vida de todos uma vez que prepara a comunidade para inúmeras atividades econômicas.

Esta modalidade de turismo é positiva, mas também pode acarretar impactos negativos, tais como: produção de lixo, falta de respeito com cultura e com a privacidade das pessoas; risco de transmissão de doenças; introdução de vícios (álcool e drogas) e prostituição bem como exploração e/ou manipulação da mão-de-obra comunitária.

O turismo de base comunitária é pautado nos seguintes princípios: conservação da sociobiodiversidade, valorização da história e da cultura, protagonismo comunitário, equidade social, bem comum, transparência, partilha cultural, atividade complementar e educação, dinamismo cultural e continuidade.

Um dos pontos fortes para este tipo de atividade é a sua contribuição para o desenvolvimento local sustentável uma vez que produz benefícios territoriais endógenos que fortalecem as dimensões econômica, ecológica, social, cultural e política.

Por fim, o turismo de base comunitária possibilita que gestores públicos implementem ações que subsidiem políticas para estimular empreendedores comunitários bem como o investimento ao segmento.

Ademais, o desenvolvimento local sustentável pode ser fomentado através de modelos de gestão do turismo onde todos podem ser beneficiados com a atividade.

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