Termina o defeso e começa a temporada de pesca do mapará

Centenas de pescadores cadastrados capturam o pescado que é vendido para outras regiões do país

Estão liberados também o aruanã, caparari, surubim, pacu e tambaqui

Termina nesta terça-feira (15) o período de defeso de oito espécies de peixes no Amazonas. Entre as espécies que serão liberadas para pesca estão: aruanã, caparari, surubim, matrinxã, pirapitinga, mapará, sardinha e pacu. Com exceção do tambaqui, que sai do período de defeso somente no dia 31 de março, e do pirarucu que tem a sua proibição de pesca durante o ano todo, sendo permitido apenas em áreas de manejo autorizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a pesca já pode começar a partir da meia-noite.

Tamanhos

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) alerta que existe um tamanho mínimo para captura de cada espécie e que a pesca será fiscalizada. De acordo com as especificações do instituto ambiental o aruanã deve ter, no mínimo,50 centímetros para ser pescado. O Carapari, 80c o surubim, 80cm; o pacu, 15cm e o tambaqui, 55 cm.

Pescadores “fazem a festa” na captura do mapará, no Lago do Rei

Pesca do mapará

O Ipaam vai fiscalizar o festival do mapará, no município de Careiro da Várzea (a 26 km de Manaus) que começa com o fim do defeso. A “Pesca do Mapará”, no Lago do Rei,já se tornou tradicional na região e pode ser realizada pelos pescadores do município que estejam cadastrados na prefeitura municipal. São mais de 800 pescadores que atuam durante pelo menos 15 dias, na captura da espécie.
A pesca do mapará é feita com malhadeira específica para capturar apenas os peixes maiores, evitando assim a captura de peixes menores e abaixo do peso.
Na culinária amazonense esse peixe ainda não é valorizado, mas ele é praticamente só filé, porque não tem espinhas. Toda a pesca realizada no Careiro da Várzea é vendida prioritariamente para seis grandes compradores nacionais e internacionais, também cadastrados.
A fase mais intensa da temporada da atividade é até final de março, quando os cardumes se dispersam com a cheia dos rios e entram por áreas de difícil acesso para os pescadores, tornando a atividade apenas de subsistência.


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