Tecnologia de ponta garantirá equilíbrio ambiental em Autazes

Esta é a opinião do vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo

Ele falou sobre a exploração do Potássio

Por Juscelino Taketomi, especial para o ÚNICO

Para o vice-presidente da FIEAM (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, o uso de tecnologia avançada estabelecerá o equilíbrio ambiental que se espera no processo de exploração de potássio em Autazes, no Amazonas.
“O projeto mostrará ser possível conciliar desenvolvimento econômico com conservação ambiental”, disse ele em entrevista ao ÙNICO.

ÚNICO -Há mais de duas décadas, empreendedores canadenses e nativos estão empenhados no projeto de potássio na Amazônia. Como essa persistência contribuiu para o projeto atual?
Nelson Azevedo – Essa longa trajetória reflete o compromisso profundo com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental de quem aqui gera riqueza e oportunidades. Não se trata apenas de extrair um recurso, mas fazê-lo de forma que respeite e preserve a singularidade ambiental da Amazônia. Essa persistência permitiu um planejamento cuidadoso e a implementação de iniciativas que contemplam tanto as necessidades econômicas quanto as ambientais.

ÚNICO – Considerando os desafios ambientais, como o projeto de potássio se alinha com o imperativo verde da região?
NA – Estamos comprometidos com uma abordagem que minimiza a pegada ambiental e maximiza os benefícios sociais. Isso significa tecnologias de mineração avançadas, práticas sustentáveis de gestão e, crucialmente, um diálogo constante e transparente com todas as partes interessadas, incluindo as comunidades indígenas locais. Esperamos que a potássio atenda as nossas expectativas.

ÚNICO – Que medidas garantirão que a exploração de potássio não repita os erros de outros projetos de mineração no Brasil?
NA – Devemos apreender com o passado e implementarmos rigorosas medidas de segurança e gestão ambiental. Além disso, o licenciamento foi meticulosamente conduzido para garantir que todas as precauções sejam tomadas, respeitando os ecossistemas locais e as comunidades.

ÚNICO – Como a indústria de potássio pode contribuir para o desenvolvimento econômico sem comprometer a integridade da Amazônia?
NA – É um equilíbrio delicado, mas acredito que com a tecnologia certa e uma governança transparente, podemos criar um novo paradigma de desenvolvimento sustentável. Isso não apenas protegerá a Amazônia, mas também garantirá o progresso econômico e social para as gerações futuras.

ÚNICO – A propósito, qual é a sua visão para o futuro da exploração de potássio na Amazônia?
NA – Vejo um caminho promissor onde a exploração de potássio se torna um exemplo mundial de como os recursos naturais podem ser utilizados de forma sustentável. Com a colaboração entre empreendedores, comunidades e governos, podemos assegurar a prosperidade econômica e a preservação ambiental, deixando um legado positivo para o mundo e para a Amazônia.

ÚNICO – Como a experiência internacional dos empreendedores canadenses tem influenciado o projeto de potássio na Amazônia?
NA – A experiência dos canadenses traz uma perspectiva global e práticas de mineração avançadas, que são essenciais para garantir que o projeto seja conduzido de maneira sustentável e responsável. Eles trouxeram conhecimento técnico e um compromisso com padrões internacionais de sustentabilidade que são fundamentais para o sucesso do projeto.

ÚNICO – De que forma a comunidade local tem participado do processo de licenciamento e implementação do projeto de potássio?
ÙNICO – A participação da comunidade local é vital. Temos realizado consultas e encontros frequentes para garantir que suas vozes sejam ouvidas e suas preocupações endereçadas. Isso ajuda a criar um projeto que não apenas beneficie a economia regional, mas também respeite e valorize o modo de vida e a cultura das comunidades locais. As comunidades indígenas, para dar um exemplo, antes de apoiar se empenharam em conhecer e assegurar seu lugar e benefícios que vão auferir.

ÚNICO – No seu entendimento, que tecnologias específicas estão sendo implementadas para minimizar o impacto ambiental da mineração de potássio?
NA – Acredito que os investidores estão utilizando tecnologias de ponta, como o processamento a seco, que ajusta as peculiaridades ambientais e que reduz significativamente o uso de água e a geração de resíduos. Além disso, os nossos órgãos de controle estão investindo em sistemas de monitoramento ambiental avançados para garantir que qualquer impacto seja rapidamente identificado e mitigado.

ÚNICO – Qual o papel da transparência e da governança na gestão do projeto de potássio?
NA – A transparência e a boa governança são fundamentais. Isso significa não apenas cumprir com as regulamentações, mas também operar de forma aberta e responsável para que todas as partes interessadas tenham acesso às informações e possam participar do processo de tomada de decisões.

ÚNICO – Como o projeto de potássio na Amazônia pode servir de modelo para outros projetos de mineração na região?
NA – Nosso objetivo é estabelecer um padrão de referência em mineração sustentável que possa ser replicado em outros projetos na Amazônia e além. Demonstrando que é possível conciliar desenvolvimento econômico com conservação ambiental, esperamos inspirar uma nova era de mineração responsável na região


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