”Taxa da seca”: Nelson Azevedo reforça repúdio à cobrança

Vice-presidente da Fieam elogiou posição do secretário Serafim Corrêa

Empresas de navegação vão aumentar o preço dos serviços em mais de 100%

Juscelino Taketomi
Especial para o ÚNICO

O líder empresarial Nelson Azevedo, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), elogiou a declaração do secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Amazonas, Serafim Corrêa, sobre a questão das tarifas exorbitantes impostas por empresas de navegação internacionais.

Azevedo enfatizou que a postura do secretário, manifestada nesta quarta-feira (3) durante a realização do CAS (Conselho de Administração da Suframa), “é altamente relevante” para a defesa dos interesses econômicos da Zona Franca de Manaus (ZFM).

”Inaceitável

“A declaração do secretário Serafim Corrêa é de suma importância para a preservação da competitividade da ZFM. As taxas exorbitantes impostas por operadores de navegação como a MSC e a Maersk impactam diretamente a economia local, anulando os incentivos fiscais que sustentam o modelo econômico da nossa região”.

Segundo Azevedo, “a prática de abordar problemas potenciais antecipadamente para justificar aumentos de custos, como a taxa de pouca água, é inaceitável e deve ser veementemente repudiada”.

União empresarial

Nelson Azevedo também destaca a união da comunidade empresarial amazonense em torno dessa questão, observando que as reclamações recebidas de várias entidades, incluindo Eletros, FIEAM, CIEAM, ACA, CDL e a Federação do Comércio, sublinham a gravidade do problema.

“Estamos enfrentando um aumento absurdo nos custos logísticos que torna inviável as operações na ZFM. Precisamos de uma resposta firme das autoridades federais para conter esses abusos e garantir a continuidade do desenvolvimento econômico da nossa região”, concluiu o líder empresarial.

O aumento e seus efeitos

O alerta contra a cobrança da taxa da seca foi feito pelo secretário Serafim Corrêa, durante sua participação na 315ª reunião ordinária do CAS.

Serafim denunciou ao representante do Governo Federal, Márcio Elias Rosa, que as empresas de navegação MSC e Maersk informaram seus clientes (empresas da Zona Franca de Manaus) que haverá aumento do valor cobrado pelo transporte de contêineres, em função da seca que se avizinha.

A MSC anunciou que o preço passará para cinco mil dólares, por contêiner, a partir de 1º de agosto. No caso da Maersk, o valor será de US$ 5.900 por contêiner.

O secretário Serafim Corrêa destacou que o custo total do frete, agora em torno de US$ 16.500, representa cerca de 40% do valor das mercadorias, prejudicando os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus.

Márcio Elias Rosa, do MDIC, afirmou que o caso será levado ao ministro Geraldo Alckmin, pois os altos custos de frete comprometem a competitividade da Zona Franca.


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