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Reduflação: menor quantidade pelo mesmo valor

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

Startups da Floresta e Negócios de Impacto Social

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O termo Startup começou a ser citado por autores economistas no início do século XVII, mas foi somente na década de 1990, com o fenômeno conhecido como “bolha de internet” que ocorreu a popularização. No Brasil, o termo começou a ser difundido no período de 1999 a 2001 (Cunha Filho, Reis e Zilber, 2018).
As Startups da Floresta constituem empresas que fazem uso de ativos florestais com base na biodiversidade, na tecnologia e na sustentabilidade com o propósito de agregar valor aos produtos regionais ao mesmo tempo em que promovem benefícios às populações locais.
A presença de startups na Amazônia já é uma realidade e atualmente temos observado uma aproximação relevante entre as instituições de ensino superior (detentoras do conhecimento científico), a tecnologia e o conhecimento regional a partir de um trabalho colaborativo em prol da exploração economicamente viável das potencialidades regionais possibilitando também a alavancagem dos Negócios de Impacto Social.
As Startups da Floresta com foco em atividades sustentáveis constituem o pilar da bioeconomia amazônica possibilitando a geração de renda para a população local sem a necessidade de derrubar ou queimar a floresta (geração de renda sustentável).
Tais iniciativas, são baseadas em atividades fomentadas através de projetos locais, que vão desde a exploração do açaí à cosméticos e têm como protagonistas os pequenos negócios inovadores com elevado potencial para transformar a economia regional.
Acerca dos Negócios de Impacto Social constituem atividades economicamente viáveis e lucrativas que promovem impacto e transformação na realidade de pessoas em situação de vulnerabilidade, melhorando sua perspectiva e elevando a sua autonomia.
Tais iniciativas são moldadas a partir da Economia de Baixo Carbono apontada como mola propulsora para que a região amazônica possa elevar a sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) que hoje é de apenas 8% (considerado muito baixo) em relação a proporção da Amazônia em relação à extensão territorial (60% do território nacional).
Assim, as Startups da Floresta e os Negócios de Impacto Social que fazem uso de ativos da floresta impactam positivamente sobre a sociedade e o meio ambiente, contribuem para alavancar a economia, possibilitam o crescimento e desenvolvimento econômico, fortalecem a preservação ambiental, fazem uso da tecnologia, da ciência e da inovação em prol da redução das vulnerabilidades socioeconômicas e ambientais regionais.

*este texto tem como base conceitual a pesquisa realizada por Michele Lins Aracaty e Silva, Mauro Maurício Barbosa Lucas e Leonardo Marcelo dos Reis Braule Pinto intitulada: “Startups da Floresta, Negócios de Impacto e a Sustentabilidade na Amazônia” publicada no Informe GEPEC em 2022.

MICHELE LINS ARACATY E SILVA, Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.


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