Sidney Leite discute tecnologia para fortalecer manejo do pirarucu

Mais de 5 mil pessoas trabalham com manejo do pirarucu no Amazonas

Mamirauá é exemplo em relação ao manejo do pirarucu

O deputado federal Sidney Leite (PSD), reuniu durante a semana, na sede do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), para discutir o desenvolvimento de soluções tecnológicas que fortaleçam a cadeia produtiva do pirarucu de manejo. O encontro contou com a presença de orgãos federais e institutos que trabalham com o pescado na região amazônica.
Atualmente existem 67 áreas autorizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renovávais (IBAMA), no Amazonas para manejo do pirarucu, compreendendo 260 comunidades que somam mais de cinco mil manejadores, mas acredita-se que o número seja ainda maior.
Uma das maiores pautas quando se trata do manejo deste pescado, é o processo de evisceração e de abate, que atualmente diminui a qualidade da carne e o tempo para revenda do peixe.
Esse assunto vem sendo tratado como prioritário pelo parlamentar em Brasília, junto ao Ministério de Pesca e Aquicultura, mas de acordo com Sidney, a infraestrutura também deve ser uma prioridade, uma vez que isso garante a competitividade junto ao mercado.

O bom exemplo de Mamirauá

“Hoje precisamos avançar em algo que Mamirauá está bem mais a frente, a base flutuante para receber o peixe. Isso garante que a evisceração seja feita de forma mais célere, bem como a refrigeração, uma vez que a forma do abate praticada hoje libera uma enzima que reduz a qualidade da carne. Mas precisamos pensar também em soluções como a do atum, que também é um peixe grande, mas que consegue ser refrigerado por completo a partir do momento do abate, isso faz toda a diferença para carne e é aí que entra o CBA”, destacou Sidney Leite.
Além do deputado federal, o encontro reuniu representantes do Ibama, Universidade Federal do Amazonas, Superintendencia Federal da Pesca, Instituto Mamirauá e o presidente do CBA, Márcio Miranda.


O presidente do CBA Márcio Miranda explicou:


“Essa é a razão pela qual o CBA existe, reunir as pessoas estratégicas e pensar projetos e soluções que desenvolvam a região, melhorando a vida desses ribeirinhos. Foi sugerido aqui um encontro gourmet como alternativa de introduzir o pirarucu na alta gastronomia, já vamos nos adiantar para realizarmos esse evento. Se tem pescado é preciso também ter mercado para escoar e assim escalar, porque o potencial de negócio existe.”, afirmou Miranda.
Emiliano Ramalho, que é diretor técnico do Instituto Mamirauá, disse que é preciso colocar o pirarucu na prateleira certa, para que ele possa competir de forma justa e no preço ideal, uma vez que hoje ele ainda tem um valor comercial abaixo da qualidade ofertada.
“Atualmente o manejo de pirarucu é a cadeia mais estruturada que nós temos e isso precisa ser fortalecido, mas o trabalho de marketing, na divulgação desse produto precisa acontecer para colocar o pirarucu na prateleira certa dos estabelecimentos e assim ele finalmente começar a ter a valorização que merece”.


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