SGB descarta cheia severa no Amazonas

Pesquisadores apontam que nenhum rio vai superar cota de alerta

Vazante preocupa mais que a subida das águas

Brasília (ÚNICO) – Com dados da Rede Hidrometeorológica Nacional – que reúne informações dos sistemas de alerta nas cidades de Manaus (Rio Negro), Manacapuru (Rio Solimões), Itacoatiara (Rio Amazonas) e Parintins (Rio Amazonas) – o Serviço Geológigo Brasileiro (SGB) emitiu o terceiro alerta de cheia deste ano apontando que são muito baixas as probabilidades de cheias severas nesses rios.

Cotas previstas

Para a cidade de Manaus (Rio Negro), a previsão da média de cheia é 26,88 metros, ou seja, vai ficar abaixo da cota de alerta de 27 metros. As chances de ultrapassar isso e chegar a 27,38 metros são de 52%.

Para a região metropolitana, monitorada pelo sistema de Manacapuru (Rio Solimões), a cota média ficou em 17,79 metros, com máxima de 18,22 metros, um pouco acima da cota de alerta, que é 17,70 metros.

No sistema de Itacoatiara (Rio Amazonas), a previsão média ficou em 12,40 metros e a máxima em 12,64, abaixo da normalidade, com menos de 1% de probabilidade de inundação severa.

Também no sistema de Parintins (Rio Amazonas), a média ficou abaixo da normalidade, em 7,17 metros, com máxima de 7,29 metros, bastante distante da cota de alerta que é de 8 metros.

Vazante preocupa

O terceiro alerta é o último do período de cheias da região, que teve início em outubro de 2023 e se estende até agosto. Mas é a seca que está preocupando os cientistas.

A pesquisadora do SGB, Jussara Cury, alerta que mesmo o período de cheia sendo mais extenso e contemplando a maior parte do ciclo hidrológico na região, a vazante é período que mais preocupa pelos baixos volumes de chuvas, que podem desfavorecer o abastecimento das cidades dependentes do transporte fluvial. “Todo o mercado, todo o abastecimento, todos ficam preocupados se vai passar navio, ou não”, diz.

Na comparação com anos anteriores que tiveram El Niño seguido de La Niña, a pesquisadora chama atenção para três regiões que já chama a atenção nas previsões para o trimestre que acaba em agosto, com um alerta para o Rio Madeira, na região de Porto Velho (RO) e a região do meio da bacia, com ponto de cuidado para Itacoatiara (AM), onde o volume de água não chegou na faixa da normalidade e há uma tendência de descida no volume de chuvas.

Com informações da Agência Brasil


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