Servidores federais do Meio Ambiente preparam greves

Paralisação deve começar na próxima segunda-feira

Servidores do Amazonas farão assembleia para decidir se participam

Fábio Rodrigues
Especial para o ÚNICO

Brasília (ÚNICO) – Os servidores públicos federais do Amazonas que trabalham em órgãos de serviços ambientais ainda não decidiram se irão participar da greve nacional da categoria, que já foi aprovada em 17 estados brasileiros e, em nove deles, deve começar já na próxima segunda-feira (24).

Segundo a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema Nacional) o Amazonas ainda vai convocar assembleia dos servidores para tomar essa decisão. Com essa diferença em relação a outros estados, portanto, o Amazonas não entra na primeira data marcada para a greve.

Mas pode entrar na segunda, 1º de julho, quando os outros oito estados restantes já confirmaram o início do movimento paredista.

Quais órgãos participam

Em negociação há cerca de seis meses com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), sem avanços, os servidores federais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Serviço Florestal Brasileiro integram o segmento.

Reivindicações

“Nossa reivindicação não traz impacto orçamentário em 2024 e nem prioriza o reajuste salarial. A gente reivindica uma reestruturação de carreira, com diminuição do fosso entre cargos intermediários e de nível superior, criação da gratificação de atividade de risco e a incorporação do servidores ambientais na Lei de Fronteiras, que já prevê indenizações para atuação em áreas estratégicas, como acontece com carreiras do Ministério da Agricultura, Receita Federal e polícias”, explicou Cleberson Zavaski, presidente da Ascema Nacional.

As primeiras greves.

Na próxima segunda-feira (24) entram em greve os servidores do Acre, Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins.

No dia 1º de julho entram em greve as unidades do Distrito Federal, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Em assembleia,os servidores do Ceará decidiram não participar da greve.

Impactos


Segundo Cleberson Zavaski, a paralisação dos servidores do Ibama, desde o início do ano, derrubou em 80% as operações de fiscalização de proteção da Amazônia, que dependem de viagens de servidores, que não estão indo à campo. No restante do país, a queda ficou em torno de 60%, com grande parte do efetivo priorizando o trabalho nos escritórios.

O represamento das fiscalizações afeta, desde fevereiro, a importação de veículos. Pela legislação, todos os veículos automotores que entram no Brasil, incluindo carros, motocicletas e tratores.

Outro impacto do movimento dos servidores ambientais pode se dar no aumento dos incêndios florestais, já que as operações de brigadas e de combate ao fogo no Pantanal, Cerrado e Amazônia não estão normalizadas.


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