Serafim critica dolarização da gasolina e rebate ataques nas redes sociais

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) fez críticas, nesta quinta-feira (26), ao que classificou de “incoerência” do Governo Federal que aplica a política de dolarização dos combustíveis no país, prejudicando os consumidores, e depois acusa os governadores estaduais de serem responsáveis pela alta do preço da gasolina.

Deputado diz que política econômica do país “está de cabeça para baixo”

Parlamentar explica que não são os governadores os responsáveis pela alta da gasolina

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) fez críticas, nesta quinta-feira (26), ao que classificou de “incoerência” do Governo Federal que aplica a política de dolarização dos combustíveis no país, prejudicando os consumidores, e depois acusa os governadores estaduais de serem responsáveis pela alta do preço da gasolina.
O parlamentar explicou na última terça-feira (24), que o ICMS – imposto estadual que incide sobre a gasolina, com alíquota de 25% – é praticado no Amazonas há 24 anos e que os governadores não são os responsáveis pela subida da gasolina como declarou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
“Eu falei aqui sobre a incoerência e dolarização do preço dos combustíveis. Fui muito atacado nas redes sociais pelos “bolsominions”. Quero então trazer uma palavra insuspeita”, disse Serafim, exibindo um vídeo em que o deputado federal Flávio Bolsonaro (Republicanos – RJ), na Câmara dos Deputados, no dia 28 de agosto de 2018, criticava a internacionalização do petróleo.
“[…] 50% do petróleo nacional é exportado. Essa questão da internacionalização do barril do petróleo, preço fixado em dólar… Isso deveria beneficiar o Brasil, beneficiar ao menos o consumidor brasileiro. Quando a Petrobras produz o seu combustível, toda a cadeia com pagamento de mão de obra, contratos e serviços são pagos em real, por que o Brasil não consegue transferir esses benefícios para o posto lá na bomba?”, afirma o deputado federal.
Flávio também compara o preço do litro gasolina no Paraguai, que gira em torno de R$ 2,50, com o preço do combustível no Brasil, que hoje custa mais do que o dobro. “Essa é a política que a gente tem que mudar”, questionou.
Para Serafim, Bolsonaro está conduzindo a política econômica em questão de forma equivocada e “totalmente na contramão daquilo que deveria ser feito”.
“Essa é a pergunta que eu faço para todos. Qual a lógica que o Brasil tem em dolarizar o preço dos combustíveis quando ele produz e exporta o nosso petróleo? Quem está dizendo isso não sou mais eu. É o filho do presidente da República. Está tudo errado. Creio que após a fala do filho do presidente da República não possa restar nenhuma dúvida de que o Brasil está de cabeça para baixo e que o presidente está fazendo tudo ao contrário do que deveria ser feito”, concluiu.


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