Seca histórica vai se confirmando

ÚNICO recebe fotos exclusivas da vazante em Tabatinga

Embarcações já encontram dificuldade para navegar

Juscelino Taketomi
Especial para o ÚNICO

Com os atuais níveis dos rios Negro, Amazonas, Solimões e Madeira abaixo da média esperada, a ameaça de uma nova seca histórica no Estado vai se concretizando.

Fotos feitas no último final de semana e enviadas à redação do ÚNICO por Leandro Castro mostram a grave situação da seca no Rio Solimões, mais precisamente na região que envolve o Porto de Tabatinga.

A estiagem vai se acentuando de maneira anormal, assustando prefeitos, vereadores, empresários e as comunidades ribeirinhas locais.

As fotos do Leandro falam por si, confirmando a escalada da vazante do Solimões. No final de junho, o nível do rio havia baixado 26 centímetros e prossegue o ritmo de descida.

Navegabilidade comprometida

As grandes embarcações praticamente não conseguem trafegar mais entre as cidades de Tabatinga e Benjamin Constant, obrigando a população a recorrer ao transporte via baleeiras, lanchas rápidas cujos custos se tornam salgados em função das demandas impostas pela estiagem neste período.

Descida dos rios

Nas proximidades de Manaus, a SHPH (Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias) informa que o Rio Negro já baixou 26 centímetros, enquanto o Rio Amazonas chegou à marca de 18 centímetros.

No Alto Juruá, a seca já castiga a cidade de Envira, que sofre também com as queimadas que acontecem sempre em elevada escala no município. Isolada, a cidade está desabastecida.

No Rio Amazonas, o nível da vazante é de 18 centímetros conforme registro do final de semana, colocando em estado de alerta as prefeituras da região.

Plano emergencial

Preocupado com a seca histórica, o governo do Amazonas decretou estado de emergência em 20 municípios. Foram criados dois comitês para enfrentar a estiagem e mudanças climáticas. A pauta governamental inclui também foco no combate às queimadas, sobretudo no Sul do Amazonas.

Durante 180 dias, será proibido o uso de fogo, inclusive técnicas de queima controlada. Um plano de contingência foi implementado, focando no abastecimento de água, saúde, educação e ajuda humanitária.

Simultaneamente, Rondônia também declarou emergência devido à estiagem extrema, com o rio Madeira registrando níveis historicamente baixos.

A cidade de Porto Velho enfrentou um mês sem chuva, e as previsões indicam continuidade do fenômeno devido ao El Niño, impactando os níveis pluviométricos e dos rios no estado.


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