“Reencontro com a democracia”, diz Adele Benzaken ao receber medalha de Lula

Pesquisadora amazonense recebeu homenagem negada no governo Bolsonaro

Marcus Lacerda, pesquisador da Fiocruz Amazônia, também recebeu honraria

Valéria Costa
Correspondente

Brasília (ÚNICO) – Quase dois anos depois de terem a honraria revogada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), os pesquisadores do Amazonas, Adele Benzaken e Marcus Lacerda, tiveram suas medalhas restituídas em solenidade nesta quarta-feira (12) pelas mãos do presidente Lula e da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, no Palácio do Planalto.

Mérito científico

A medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico é uma importante homenagem no campo da ciência e, em 2021, quando teve a homenagem negada, a médica sanitarista Adele Benzaken era diretora do Departamento de HIV/Aids do Ministério da Saúde e foi demitida após a publicação de uma cartilha sobre a prevenção de doenças destinadas a homens trans. Atualmente, ela é diretora da Fiocruz Amazônia.

Reencontro com a democracia

“Esta cerimônia é um reencontro com a democracia, com o SUS pelo que lutamos tanto desde 1988, com os outros agraciados que foram solidários, mas, sobretudo, um reencontro com um Brasil plural, que é chave para conseguir controle das infecções”, afirmou Adele.

Pioneiro

Já o infectologista especializado em doenças emergentes Marcus Vinícius Guimarães Lacerda foi responsável por um dos primeiros estudos que apontaram a ineficácia da cloroquina contra a Covid-19 em 2020, e também teve sua premiação revogada em 2021.


“É um resgate justo. A ciência do Brasil é forte, pujante e precisa ser conservada. A única forma de o Brasil crescer de forma sustentável é acreditando no que a Ciência produz”, avaliou Lacerda.

Outros 21 cientistas que renunciaram à indicação em solidariedade aos dois pesquisadores amazonenses também foram agraciados nesta quarta-feira.

Lula fala em crescimento

Em seu discurso, o presidente Lula enfatizou que não há como pensar em crescer, em retomar indústria e produzir mais no campo, sem ciência. “Não há como reduzir desigualdade sem ciência. A verdade é que o desenvolvimento sustentável e o desenvolvimento científico andam de mãos dadas”, disse.

Com informações da Secom/PR


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