Recuperação industrial do Rio Grande do Sul é um ensaio para reindustrialização do Brasil

“Por isso, e através destas ações, reafirmamos nosso compromisso com um Brasil que valoriza e investe em suas regiões, promovendo uma economia forte, diversificada e resiliente.”

Por Nelson Azevedo

Celebramos com profundo reconhecimento as iniciativas lideradas pelo Vice-Presidente da República e Ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que respondem aos desafios imediatos no Rio Grande do Sul, devastado por inundações, mas também à sua visão estratégica para a reindustrialização do Brasil. A entrega do documento pela FIERGS, intitulado Pleitos da Indústria Gaúcha para a Reconstrução do Estado do Rio Grande do Sul, é um passo decisivo para a recuperação e fortalecimento da economia local e nacional.

Lição e antecipação estratégica

As medidas propostas abrangem desde a facilitação de crédito e financiamento até reformas tributárias e regulatórias, além de suportes específicos para trabalho, infraestrutura, meio ambiente e comércio exterior. São fundamentais para a recuperação da base econômica e industrial do Rio Grande do Sul, garantindo o retorno ao emprego e promovendo o bem-estar social. Isso significa lição e antecipação de estratégias e metodologias de aprendizagem e ajustes aos processos mais amplos e extensivos à indústria nacional.

Nova Indústria Brasil

Além disso, vale retomar a importância crítica da agenda do Ministro Alckmin voltada à reindustrialização do país através do programa “Nova Indústria Brasil”. Esse programa foca na diversificação, adensamento e interiorização da economia no polo industrial de Manaus, fortalecendo o Amazonas como um dos principais contribuintes à Receita Federal. Neste contexto, é essencial ressaltar a política fiscal de expansão que propõe a realocação de parte dos recursos recolhidos pelo Amazonas para a Amazônia Ocidental. O “movimento garante que a União receba de volta, ampliados, os recursos investidos, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento e inovação.

Agro e bioindústria

Essa política é estratégica para o provimento de infraestrutura logística essencial, como transportes, comunicação e energia, crucial para o apoio contínuo ao desenvolvimento regional e nacional. Além disso, a produção de equipamentos para o agronegócio do Centro-Oeste e os avanços na indústria da Bioeconomia pelo Polo Industrial de Manaus (PIM) são respostas inovadoras que o Amazonas oferece ao mercado nacional, destacando a sinergia entre as políticas de desenvolvimento industrial e sustentabilidade ambiental.

Vazante extrema na Amazônia

Queremos, também, reconhecer a maior presença federal no Amazonas, sobretudo nas discussões que buscam mitigar as sequelas de mais uma vazante extrema de nossos rios, que causaram estragos significativos à economia regional e incontáveis prejuízos para as populações ribeirinhas. Os debates estão acalorados e exigem que entremos em acordo nos encaminhamentos. Que sejam urgentes e que reforcem o que nos unem como um todo, deixando de lado o imediatismo dos interesses individuais.

Liderança e confiança

Estamos confiantes de que, com o contínuo apoio do governo federal e a colaboração de esforços integrados, estaremos tirando do papel a Nova Indústria Brasil com a qual sonhamos. Por isso, é através destas ações, reafirmamos nosso compromisso com um Brasil que valoriza e investe em suas regiões, promovendo uma economia forte, diversificada e resiliente. Parabenizamos novamente a liderança do Ministro Alckmin – sua confiança e acolhimento ao programa ZFM – e de todos os envolvidos neste esforço colaborativo, crucial para o futuro do Rio Grande do Sul e do Brasil.

(*) Nelson é economista, empresário e presidente do SIMMMEM, Sindicato da indústria Metalúrgica, Metalomecânica e de Materiais Elétricos de Manaus, conselheiro do CIEAM e vice-presidente da FIEAM.


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