Realismo políticas e as próximas eleições

Ademir Ramos

A democracia moderna escancara de vez as portas, catalisando, dessa feita, os interesse da burguesia enquanto classe dirigente, dominadora e senhora do capital a disputar no mercado eleitoral os votos dos “desatentos”, em favor dos representantes das corporações empresariais que instrumentalizam o Estado para assaltar o orçamento público.

Nesse campo de força, o poderio do capital manejado pelos agentes das grandes corporações tem sob controle as determinações do Estado, em suas diversas formas da lei, das armas e da espada.

Esse cenário se faz reger por uma Justiça Eleitoral criada no Brasil somente para balizar esse jogo de interesse das oligarquias regionais articuladas com o mando das lideranças políticas partidárias com muito vício e pouca responsabilidade pública, gostando ou não fazem-se representar na Corte de Justiça para assegurar o mandatário que lhe for conveniente e de acordo com a trama do capital nacional e transnacional.

No Amazonas, não é diferente. Manaus por sua vez é cobiçada porque detém o maior número de eleitores e por sua vez serve de plataforma de sustentação para as eleições de 2026, quando os “petelecos” das corporações do grande capital pretendem meter a mão no erário público num montante aproximado de 150 bilhões.

O realismo político nos faz ver e sentir o quanto esses “vendedores do templo” se prostituíram na política enriquecendo suas contas e bens enquanto a saúde, educação, segurança, cultura, moradia e a própria dignidade da nossa gente vem sendo pisoteada.

A miséria é gritante por todo o Estado, em Manaus salta os olhos e não dá para ser indiferente. Essa perversa desigualdade que nos faz famintos, doentes e transforma-nos em farrapos humanos, retroalimentando essa elite política que tem prazer e gozo de se perpetuar no poder reproduzindo seus feitos mandatários que inviabilizam qualquer forma de organização e movimento social que venha empoderar nossa gente trabalhadora.

A necessidade faz-nos refém dessa política de exclusão social perpetrada por esses políticos vendilhões e, dessa feita, passamos a comer nas mãos desses aventureiros que se apropriam do nosso voto para barganhar juntos às lideranças nacionais mais poder e por conseguinte riqueza fazendo rodar a jogatina política com aparência de neutralidade capaz de ameaçar quebrar a espinha do seu povo trocando voto por pão. Enquanto de pé estaremos juntos à caminhar por outras veredas à luz do sol de um novo amanhã.


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