Procuradoria da República vai avisar STF sobre comportamento do CMA

Comando Militar teria descumprido ordens de Moraes ao favorecer acampados

Exército nega e diz que era acordo para a retirada da ocupação

O Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja comunicado sobre o fato de que o Comando Militar da Amazônia (CMA) ajudou os bolsonaristas que estavam acampados há 70 dias na calçada, armazenando barracas e outros materiais e também negociando com os acampados dentro das instalações do quartel. Para o MPF-AM esse comportamento configura descumprimento da ordem de desocupação imediata dada pelo ministro Alexandre de Moraes. revelação da ajuda foi feita pelo jornal A Crítica.
“Veículos de comunicação locais noticiaram, ainda, o suposto auxílio de militares na guarda de material pertencente aos manifestantes no interior das instalações do CMA, material esse que seria utilizado para atacar a refinaria de Manaus”, diz a petição do Ministério Público Federal.
Na manifestação, o MPF-AM informa que enviou ofícios à Procuradoria da Justiça Militar e à Advocacia-Geral da União (AGU) no Amazonas, levando em consideração a suspeita de “crime militar” e “improbidade administrativa”. Além disso, determinou o envio das notícias ao Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ao jornal, o Comando Militar da Amazônia (CMA) comunicou que guardou o material por dois dias e que esse gesto seria parte das negociações para que os acampados deixassem o local.


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