Presidente do Garantido disse que não renuncia

Ele garantiu que pagamento dos fornecedores está em dia

Disse que está sendo ameaçado até por facção criminosa

O presidente do Boi Bumbá Garantido, Antônio Andrade, disse em entrevista à Rádio Clube de Parintins, nesta quarta-feira (21), que não pretende renunciar nem deixar a agremiação, conforme foi solicitado por três conselheiros do bumbá que fizeram denúncia formal ao Conselho de Ética no início desta semana. Os conselheiros Astryd Portilho, Ivanez Barros e Raimundo Oscar assinam o pedido de afastamento.

Vazamento da carta

Na rádio, Antônio Andrade explicou que enviou uma carta a patrocinadores – governador Wilson Lima, prefeito de Parintins Bi Garcia, Maná Produções e a TV A Crítica – informando da situação financeira crítica, mas essa informação foi vazada e se espalhou pela imprensa. Andrade pediu desculpas e disse que não era uma “faca no pescoço” do governo, mas sim “um grito de socorro”.

Dívidas e ameaças

Antônio Andrade disse que o Boi Garantido recebeu os R$ 5 milhões de patrocínio do governo estadual e pagou todos os fornecedores. Porém, os recursos não foram suficientes para pagar os trabalhadores.. Segundo o presidente, ainda faltam R$ 1,5 milhão para quitar os salários. Ele revelou que sua diretoria tem recebido ameaças de morte de uma facção criminosa que atua em Parintins. “Eles disseram que se não pagarmos os trabalhadores, vão nos matar”, afirmou Andrade.

Vai para a arena ou não? .

Sobre a apresentação do Boi Garantido no Festival Folclórico, Antônio Andrade disse que isso vai depender da decisão dos próprios trabalhadores, pois, sem receber pagamento, eles podem simplesmente paralisar os trabalhos e inviabilizar a apresentação. “Se nós não tivermos esse R$ 1,5 milhão e meio para pagar os funcionários, aí sim, quem vai decidir são os funcionários. Se o Boi vai entrar na arena, não somos nós que vamos decidir”, pontuou.


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