Prêmio dá visibilidade às mulheres cientistas do Brasil

Elas falam falam sobre as dificuldades que enfrentam ao fazer ciência

Farmacêutica amazonense foi vencedora do prêmio em 2022

Brasília (ÚNICO) – O programa Mulheres na Ciência, que este ano chega a sua 18ª edição no Brasil e completa 25 anos no mundo, está com as inscrições abertas até o dia 17 de julho. Para participar, é necessário que a candidata tenha concluído o doutorado a partir de 1º de janeiro de 2015, sendo que, para mulheres com um filho, o prazo se estende por mais um ano e – para quem tem dois ou mais filhos – o prazo adicional será de dois anos. A cientista deve ter residência estável no Brasil, desenvolver projetos de pesquisa em instituições nacionais, entre outros requisitos.

Desafios das mulheres

O prêmio revela que ser mulher e cientista, no Brasil, são grandes desafios. A maioria delas precisa conciliar vida familiar com acadêmica e ainda trabalhar. Em 2022, quem ganhou o prêmio na categoria Ciências da Vida foi a farmacêutica Gisely Cardoso de Melo, doutora e pesquisadora da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, do Amazonas. O projeto que ela desenvolve investiga duas hipóteses para a recorrência da malária e pretende ajudar a população da região amazônica.

Divulgação

Ela diz que o prêmio ajudou na divulgação do seu trabalho e no reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo seu grupo, mas Gisely destaca que o maior desafio em ser mulher e cientista é mostrar que pode desenvolver as pesquisas, mesmo com tantas atribuições.
“Apesar de o mundo querer equilibrar as atividades entre homem e mulher, muitas vezes ela [a mulher] fica mais sobrecarregada: o maior desafio é você mostrar para outras pessoas que você consegue trabalhar sendo mulher, que consegue desenvolver boas pesquisas e produzir resultados relevantes, apesar das atribuições com casa e filhos”, explica.

Mulheres na matemática

A matemática brasiliense Jaqueline Godoy foi vencedora em 2019 e diz que prêmio ajuda a divulgar seu trabalho (Foto: Agência Brasil)

A matemática Jaqueline Godoy Mesquita, de 37 anos, estuda equações diferenciais com retardos, importantes para descrever variações em um determinado fenômeno como a administração de medicamentos, o comportamento das doenças e as flutuações do câmbio monetário. A doutora e professora da Universidade de Brasília foi a vencedora na categoria Matemática do Prêmio Mulheres na Ciência, em 2019 e confirma que o prêmio gera visibilidade maior ao seu trabalho. “Depois que ganhei o prêmio, a matemática que desenvolvo começou a ter muita visibilidade e percebi que muitas mulheres começaram a ver em mim uma representatividade. O prêmio tem esse papel de dar mais visibilidade para a ciência que as mulheres estão desenvolvendo no país e que muitas vezes ficam apagadas”, argumenta.

O regulamento completo do Prêmio Mulheres na Ciência pode ser acessado no link:
https://www.forwomeninscience.com/challenge/show/77

Com informações da Agência Brasil


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