Prefeitura fortalece autocuidado para diabéticos e hipertensos

Curso buscou sensibilizar para cuidados para além da medicação

Doenças estão entre as maiores causadoras de mortes evitáveis

Diabetes e hipertensão estão entre as causas de morte evitáveis que mais acometem os brasileiros. Com o objetivo de sensibilizar os usuários do sistema público de saúde para esse tema, a Prefeitura de Manaus concluiu, nesta sexta-feira (17), na Unidade de Saúde da Família (USF) Amazonas Palhano, no São José 2, mais uma edição do Curso Informal de Autocuidado de Hipertensão e Diabetes.

Contando com participação de usuários idosos e familiares de usuários, o curso, que iniciou na quinta-feira, 16, destacou que ambas as doenças são crônicas, não têm cura, mas o autocuidado, incorporar hábitos saudáveis na rotina, isto é pode ser fator decisivo para evitar complicações advindas da doença e favorecer uma boa qualidade de vida.

Estudo realizado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Universidade de Montreal mostrou que as mortes associadas ao diabetes e à hipertensão cresceram no Brasil entre 2020 e 2022. Segundo o trabalho, a razão de mortalidade por ambas as doenças tiveram um aumento de 15% em 2021.

“Existem várias situações que podem ser prevenidas como é o caso das complicações cardíacas, elas podem ser evitadas com exercícios físicos. Destacamos a importância dos cuidados com os pés, porque no caso do paciente diabético, a tendência é que ocorra perda de sensibilidade, que conseguimos prevenir com os exercícios básicos. Além disso, destacamos o que a ciência oferece para os pacientes, como o automonitoramento da glicemia capilar, os curativos da lesão diabética. Eles foram bem participativos”, destacou.

Prevenção

Em sua participação, o médico Gabriel Antônio de Lima Cerqueira, destacou ao usuários da USF Amazonas Palhano, que a hipertensão é a principal causa evitável de doenças cerebrovasculares e cardiovasculares, que hoje se configura como uma das principais causas de derrame, infarto e de doenças renais que levam a hemodiálise.

“Reforcei que o paciente precisa levar a sério a prevenção e o tratamento adequado para prevenir comorbidades e problemas maiores no futuro, no médio e longo prazo. Nossa missão principal na atenção primária sempre é a prevenção”.

Gabriel Antônio reiterou que a medicação, isoladamente, não promove mudança, daí a importância de o paciente com hipertensão entender o quanto é fundamental uma mudança em seu estilo de vida, adotando alimentação balanceada, com uma dieta com a menor quantidade de sal possível.

“Dependendo do perfil do paciente, existem outras restrições. Mais de um modo geral, a atividade física também, com um mínimo de 50 minutos diários, de moderada a alta intensidade, já é um passo significativo. Se a pessoa estabelece uma dieta adequada e atividade física, pode até regredir no uso das medicações. É um tripé que embasa a qualidade de vida: a alimentação, a atividade física e a medicação. Mas a medicação, sozinha, não faz milagre”, assinalou.


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