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Prefeitura de Manaus aprimora cuidado em saúde mental da população indígena

Nova metodologia envolve diversos setores e órgãos para atender os povos tradicionais

Rede de amparo envolve também questões sociais e jurídicas, além da saúde

Os cuidados com a saúde mental dos indígenas que moram em Manaus levaram a Prefeitura de Manaus a criar uma rede de proteção que extrapolou os limites da medicina, avançando para o social e jurídico, em função da realidade apresentada pelos próprios indígenas.


A gerente de Assistência Especializada da Semsa, Efthimia Haidos, informou que essa rede intersetorial vem sendo formada há cerca de dois anos e um Grupo de Trabalho (GT) se reúne mensalmente para debater o assunto, sob coordenação da Fundação Nacional do Índio (Funai).


“Nós tínhamos vários casos de indígenas que precisavam desse acompanhamento em saúde mental, mas eles não conseguiam se adequar ou até chegar aos serviços da Semsa. Então começamos a fazer reuniões intersetoriais, envolvendo várias secretarias, incluindo o Ministério Público Federal e Estadual, e demais dispositivos do Estado, e esse GT foi ganhando uma proporção muito grande por conta da resolutividade dos casos”, informou Efthimia.

Necessidades sociais

Ainda de acordo com a gerente, os problemas de saúde mental registrados na população indígena nem sempre são transtornos psíquicos, mas podem estar relacionados a questões sociais, como moradia, abusos físicos e mentais ou uso abusivo de álcool e drogas. Por conta desse cenário, a secretaria passou a articular as ações em conjunto com outros órgãos públicos, principalmente aqueles que trabalham diretamente com os povos indígenas. “A população indígena requer um atendimento diferenciado, por questões relacionadas à língua e aos costumes, e estamos conseguindo alcançar a recuperação de cada vez mais usuários por meio desse aperfeiçoamento”, pontuou Efthimia.

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