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23 de setembro de 2021
Precisamos falar da violência doméstica e familiar contra mulheres.

Coluna:

Por: Maria Ritah

Maria Ritah é atleta ultramaratonista, apresentadora e produtora do programa Conexão Gaia, da radio Logos FM 87.9. Contato comercial 92-991021957

Precisamos falar da violência doméstica e familiar contra mulheres.

violência doméstica e familiar contra mulheres

Por Maria Ritah

Um dia, eu recebi a ligação de uma amiga minha que, aflita, me disse ter sido agredida fisicamente por seu irmão. Depois das vias de fato, ela decidiu registrar a queixa na Delegacia da Mulher e agora sofria porque toda a família estava exigindo que ela retirasse a queixa contra o irmão. Que ela, precisava perdoar porque, se o irmão a tratou com violência, a culpa era dela que fez o ser másculo “perder a cabeça”.

Eu não sei vocês, mas eu me desespero de ver situações como estas, onde um agressor é protegido por sua mamãe, por seu papai e por todas as mulheres da família, em prejuízo ao sexo frágil, (fisicamente homem ser mais forte que mulher).

Ponto!

Pois bem amigos, eu não soube o que dizer a minha amiga. Ouvi e senti muito. Perguntei se ela queria retirar a queixa e fazer o que a família pedia, para ter paz – ao que ela me respondeu: não, e deu varias justificativas que não vale aqui falar.

Em pleno século XXI, num dos piores momentos da humanidade em crise com pandemia, ainda vemos mulheres sofrerem abusos verbais, sendo humilhadas por seus maridos, namorados, irmãos, filhos e toda sorte de violência, mesmo depois de uma Lei Maria da Penha, criada em 2006, as mulheres ficam caladas.

Pasmem!

Segundo os dados da Secretaria de Segurança do Estado do Amazonas, em cinco meses foram registrados mais de oito mil casos de violência contra a mulher.

O grito dessas mulheres é silencioso, pois o medo, a vergonha e discriminação é latente, isso porque homens ainda acham que devem defender a honra.

A Lei Maria da Penha é clara quando diz que: a violência domestica e familiar contra a mulher se caracteriza por qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual, psicológico, moral e patrimonial, oferecendo amparo legal para os mais diversos tipos de agressão. Atitudes, como ameaças, ridicularização, humilhação, constrangimento, manipulação, chantagens, perseguição são exemplos de violência que devem ser denunciadas e combatidas.

A Central de Atendimento à Mulher é um serviço criado para o combate à violência contra a mulher e oferece três tipos de atendimento: registros de denúncias, orientações para vítimas de violência e informações sobre leis e campanhas.

Não se cale, denuncie. Ligue 180

Maria Ritah, é atleta ultramaratonista, apresentadora e produtora do programa Conexão Gaia, da radio Logos FM 87.9.

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