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Mulheres e economia

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

Por uma economia de baixo carbono

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            Entende-se por economia de baixo carbono uma configuração propositiva do ambiente de negócios que busca favorecer novas tecnologias em prol da preservação do meio ambiente e da redução da emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE), especialmente, o dióxido de carbono (CO2) (cebds, 2018).

            Trata-se de um movimento global que objetiva minimizar os impactos das atividades e do mercado corporativo possibilitando a reformulação das organizações direcionando-as a processos produtivos mais eficazes.

            A proposta para uma economia de baixo carbono, surgiu em 1997, através do Protocolo de Kyoto e ganhou força em 2015 no Acordo de Paris, desafiando os países a se comprometerem com a neutralização de suas emissões liquidas de GEE até a segunda metade do século bem como limitar o aumento da temperatura em 2°C em relação aos níveis da era pré-industrial.

            Este novo modelo constitui importante pilar para o crescimento econômico com possibilidade de alinhar as atividades agrícolas, industriais, logísticas e de mobilidade tendo como base os princípios da sustentabilidade e com o menor impacto ambiental possível (uma busca por alternativas mais limpas e eficientes para a continuação de suas atividades).

            De acordo com um relatório da empresa de pesquisa BloomebergNEF (BNEF), os investimentos mundiais na transição do setor de energia de baixo carbono totalizaram US$ 1,1 trilhões de dólares em 2022 sendo impulsionados pela crise energética e ações políticas (2023).

            Em 2022, a China representou 91% dos investimentos no setor de fabricação, com US$ 546 bilhões, quase metade do total mundial. Os EUA ficaram em segundo lugar com US$ 141 bilhões – a União Europeia teria o segundo lugar com US$ 180 bilhões se fosse considerada como um único bloco. A Alemanha manteve seu terceiro lugar, enquanto o Reino Unido caiu uma posição ficando em quinto, e a França subiu para o quarto (BloomebergNEF, 2023).

            Entre os principais objetivos, destacamos: criar um ambiente corporativo eficiente e sustentável fazendo uso dos recursos naturais finitos da forma mais inteligente possível, implementando ações que mitiguem o impacto das atividades corporativas bem como a compra de crédito de carbono.

            Além da eficiência operacional, a adoção de uma economia de baixo carbono proporciona ganhos de qualidade de vida aos stakeholders, redução de doenças, promove um ambiente mais saudável aliado a um menor impacto ambiental.

Por fim, esperamos que o Brasil possa acompanhar e implementar o mais rápido possível a economia de baixo carbono que é responsável por transformar hábitos de consumo, métodos de produção e modelos de negócios em todo o mundo.

MICHELE LINS ARACATY E SILVA, Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.


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