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Política da indignidade

Por: Epitácio de Alencar

Advogado

Política da indignidade

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A política ama a traição mas odeia o traidor, pontuou Leonel Brizola. Junto com ela, a indignidade tem se tornado cada vez mais a linguagem da política, que a adota como modo preferencial de operação. São centrais de boatos, gabinetes do ódio, milícias digitais, blogs maldosos etc. que infestam o país. Manaus conhece esse tipo de atuação, que recentemente direcionou seus ataques contra seu Prefeito. Paradoxalmente, embora ninguém se assuma indigno, para não ser odiado, poucos erguem a voz para condenar essas ações ou solidarizar-se com a vítima. É preciso repudiar a estratégia da lama. É preciso dizer não à política da indignidade.

Uma onda de compartilhamentos em redes sociais e em blogs suspeitos espalhou grande quantidade de histórias sobre a vida pessoal do Prefeito de Manaus e de sua esposa, com claro objetivo de desgastá-lo eleitoralmente. Se esse método funciona? A saber, mas eu duvido. Foi baixo demais, ultrapassando a figura do político para avançar covardemente sobre a figura da mulher (sempre contras as mulheres), que não tem nada a ver com o embate eleitoral.

O “dossiê” ofende o prefeito, sugerindo uma relação ilegítima, ofende as mulheres ao condenar condutas que não são mais objeto de juízo moral e ofende os fiéis de religiões de matrizes africanas, com seu subtexto malandro e preconceituoso; tudo para fragilizar o prefeito, em especial junto às comunidades evangélicas, às quais ele é publicamente ligado e que o apoiam.

Evidentemente não se trata de defender o Prefeito, enquanto administrador e político. Defesa que não teria efeito prático nenhum. Defendo um ideal de política de alto nível, que discuta os problemas da cidade e as questões da Administração Municipal. Se o Prefeito se desgastar, é do jogo que seja por razões de ordem pública. Sinceramente não sei como funciona o comportamento das massas nessas situações grotescas, mas sinto que a baixeza do ataque pode vitimizar o alvo e despertar compaixão e solidariedade.

É preciso repudiar essa atuação sombria. Uma forma ativa de nos opormos a ela é não compartilhando esses materiais, pois não dar espaço à maldade aumenta o espaço do Bem. Como postura pessoal, regra geral, desconfio de baixaria e, se não posso saber de onde parte a violência, escolho ser solidário à vítima. É preciso dizer não à política da indignidade.


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