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Pesquisador pede presença de observadores internacionais em Manaus

“Manaus é um laboratório a céu aberto”, diz o cientista

Ele alerta sobre a nova variante do vírus

O epidemiologista da Fiocruz/Amazônia Jesem Orellana, divulgou postagem em seu perfil no Facebook afirmando que “Manaus está perdida e precisamos urgentemente de observadores internacionais independentes ligados à Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos (CNUDH), pois não é mais possível confiar nas gestões que estão à frente da pandemia na cidade”. A notícia foi divulgada no site 18h, da Mix, nesta manhã (21).
Jesem foi o pesquisador que alertou para a segunda onda da Covid-19 no Amazonas e fez a previsão de um janeiro de luto para o Estado.
Na postagem, ele informa que somente nos primeiros 20 dias de janeiro de 2021, ocorreram em torno de 945 óbitos por Covid-19, quase a mesma quantidade do que a somatória de mortes por Covid-19 entre agosto (início da segunda onda) e dezembro de 2020. E diz que esse número tende a aumentar nas próximas semanas/meses, devido ao andamento das investigações de óbitos e/ou ao lançamento/atualização de dados ‘represados’”.

Outro indicador citado e que, segundo ele, reflete a gravidade da epidemia é número de sepultamentos entre 13 e 19 de janeiro de 2021, com uma média diária de 191, um padrão inédito na história de Manaus e quase seis vezes maior do que o padrão habitual. “É interessante refletir sobre o indicador de mortes em domicílio, já que Manaus chocou a humanidade em 14 de janeiro, quase que exclusivamente, pelo fato de suas enfermarias hospitalares terem sido transformadas em espécies de ‘câmaras de asfixia’, já que dezenas de vítimas foram a óbito sem oxigênio medicinal. Não foi coincidência Manaus ter sepultado, inacreditavelmente, 213 mortos no dia seguinte”, escreveu.
Ele lamenta que “por mais desumano e monstruoso que pareça, em Manaus, capital mundial da Covid-19, não há qualquer sinal de ‘lockdown’” e afirma que “Manaus é o laboratório a céu aberto, onde todo tipo de negligência e barbaridade é possível, sem punição e qualquer ameaça à hegemonia dos responsáveis pela (não) gestão da epidemia nos mais diferentes níveis”. E acrescenta: “A regra parece ser deixar o vírus correr livre, horrorizando a humanidade, com direito a nova variante cujas consequências são imprevisíveis”.

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