transferir
Amazônia Azul: zona econômica brasileira

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

Parintins: identidade de uma Cidade Criativa

bumbodromo

A partir do final da década de 1990 e início dos anos 2000 a Economia Criativa firma-se no cenário econômico e turístico de abrangência nacional e internacional. Sendo considerada a “nova economia do século XXI”.

A Economia Criativa tem como base os seguintes princípios fundamentais: a inovação, criatividade, o conhecimento teórico e a multidisciplinaridade que juntas têm potencial de gerar crescimento econômico e desenvolvimento.

Seguindo os mesmos princípios da Economia Criativa surge a partir da era pós-industrial as chamadas “Cidades Criativas” que usam a criatividade, a cultura e a inovação como instrumentos cruciais para seu desenvolvimento. As primeiras Cidades Criativas surgiram em 1990 na Austrália, em seguida, na Inglaterra e depois se espalharam pelo mundo inteiro

Posteriormente, em 2004 a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) institui a Rede de Cidades Criativas composta por 246 cidades de 80 estados-membros com o propósito de promover a cooperação de cidades que têm na criatividade um fator estratégico de desenvolvimento urbano sustentável (econômico, social, cultural e ambiental).

A Rede constitui uma plataforma de intercâmbio e colaboração para o cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas reconhecendo os seguintes campos criativos: Artesanato e Artes Populares, Artes Digitais, Filme, Design, Gastronomia, Literatura e Música.

No Brasil, temos doze cidades integrantes da Rede, com destaque para: Belém (PA), Florianópolis (SC), Paraty (RJ) e Belo Horizonte (MG), no campo da gastronomia; Brasília (DF), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE), em design, Recife (PE) e Salvador (BA), no campo da música; João Pessoa (PB), na área do artesanato e artes populares; Santos (SP) no campo do cinema e Campina Grande (PB), no campo das artes midiáticas.

Parintins (AM) é uma cidade rica em criatividade e cultura além de possuir um dos maiores festivais folclóricos do país. O Festival Folclórico de Parintins (AM), ao longo dos anos se tornou a principal fonte de desenvolvimento econômico do município acarretando benefícios para muitos trabalhadores formais e informais que trabalham com atividades criativas, seja pelo turismo, artesanato, comércio etc.

Contudo, Parintins ainda depende de repasses de verbas dos governos estadual e federal além de apresentar deficiências infraestruturais e logísticas que precisam ser superadas para que a economia possa crescer e se desenvolver.

Apesar do reconhecimento mundial do Festival Folclórico, da música, do artesanato, da dança, das artes plásticas e do turismo Parintins ainda não possui elementos para ser reconhecida como uma Cidade Criativa e ser parte integrante da Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Para se candidatar, a cidade deve elaborar um Plano de Desenvolvimento promovendo uma das categorias criativas consideradas pela Unesco (Artesanato e Artes Populares, Artes Digitais, Filme, Design, Gastronomia, Literatura e Música). A partir daí, comprovar a execução anual das ações e o alcance das metas definidas no plano para enfim receber a chancela da Unesco.

• este texto tem como base conceitual a pesquisa realizada por Michele Lins Aracaty e Silva (UFAM) e Francisco Alberto da Costa Junior (UFAM) intitulada “Cidades Criativas: perspectiva de desenvolvimento socioeconômico de Parintins (AM)” de 2019 (monografia e artigo científico).

MICHELE LINS ARACATY E SILVA, Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.


Qual sua Opinião?

Confira Também