Operação cerca contrabando de cigarros eletrônicos em Manaus

Polícia Federal, Receita Federal e Anvisa cumprem 27 mandados

Agentes identificaram 11 suspeitos em 16 estabelecimentos

A Polícia Federal e a Receita Federal, em ação conjunta com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagraram nesta terça-feira (28), a Operação Vapor Digital, com o objetivo de combater crimes de contrabando, falsidade documental, uso de documento falso, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e organização criminosa.

A operação mobiliza 110 Policiais Federais e 60 servidores da Receita Federal, além de 47 viaturas, que cumprem 27 mandados de busca e apreensão em locais estratégicos identificados durante as investigações em Manaus.

Além dos mandados de busca, foi concedida judicialmente a suspensão das atividades econômicas dos estabelecimentos que praticam a venda dos cigarros eletrônicos e a suspensão de seus perfis nas redes sociais.

Sobre a investigação

A investigação iniciou-se em fevereiro de 2024, em decorrência de três apreensões da Receita realizadas nos Correios e em empresas de transporte aéreo no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes,.

Nessa ocasião, foram apreendidos mais de 7.500 cigarros eletrônicos, destinados à Pessoas físicas, Pessoas jurídicas e distribuidoras na cidade de Manaus.

Notas falsas em tabacarias

Por meio de diligências da Polícia e da Receita foram identificados 11 suspeitos e 16 estabelecimentos comerciais, em sua maioria tabacarias, tidos como responsáveis e pontos de vendas dos cigarros eletrônicos, na cidade e nas redes sociais.

A investigação identificou ainda a falsidade documental, principalmente de notas fiscais, para ludibriar a investigação. No caso concreto, uma distribuidora tentou introduzir o produto na cidade com nota fiscal de capas de telefones celulares.

Ainda, durante a investigação, foi possível identificar que alguns proprietários dos estabelecimentos movimentaram grande quantidade de valores em espécie num curto período de tempo.

Cigarro eletrônico é proibido

O cigarro eletrônico já era alvo de proibição e, recentemente, a Anvisa manteve a proibição de importação, divulgação e venda.
Além da venda ilegal dos dispositivos eletrônicos, os suspeitos também são investigados por venderam outros produtos fumígenos ilegais, como por exemplo cigarro importado e fumo para narguilé sem autorização da Anvisa.


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