ONG de proteção a crianças trans tenta derrubar lei do Amazonas

Fundadora denuncia “ataques políticos” aos LGBT+

Ela vai à ONU pedir proteção às crianças transsexuais

Solange Elias
Da redação do ÚNICO

Aprovada em agosto do ano passado, uma lei de autoria do deputado estadual Péricles Rodrigues do Nascimento, mais conhecido como Delegado Péricles, está sendo questionada e apontada pela fundadora da organização Minha Criança Trans, Thamirys Nunes, como o exemplo de destaque de “ataques políticos” desferidos por legisladores contra esse segmento social.

A lei – que proíbe a presença de crianças e adolescentes em eventos relacionados à Parada do Orgulho LGBTQIAP+ no Amazonas – está sendo questionada judicialmente no Supremo Tribunal Federal (STF) e corre o risco de ser anulada.

A ação é movida pela organização “Minha Criança Trans” e outras entidades de defesa dos direitos LGBT+.

Denúncia na ONU

Segundo Thamirys Nunes disse à Folha de S.Paulo, a organização fez um levantamento que mostra que há pelo menos 27 projetos de leis, federais e estaduais, que visam reduzir os direitos desse grupo. A lei do deputado Péricles é destacada por Thamirys como exemplo desse movimento.

Thamirys já enviou um relatório ao órgão em que diz que esse grupo tem sido alvo de ataques na política brasileira e precisa de maior proteção do Estado brasileiro. O documento dá destaque a casos de discriminação contra crianças e adolescentes trans do sexo feminino.

Mãe de criança trans

Thamirys é mãe de uma criança trans e narrou a sua trajetória pessoal no livro “Minha Criança Trans”, lançado em junho de 2020, onde conta como sua filha Agatha começou a transição aos quatro anos de idade.

A ativista diz que há um movimento crescente de parlamentares, a maioria ligados ao bolsonarismo, que afirmam que crianças trans “não existem”.

Hoje a ativista comanda uma rede nacional de mães de crianças trans que lutam pela visibilidade desse grupo e determinação de seus direitos.


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