O voto dos Amazônidas no cenário mundial

Com o poder do voto nas mãos temos o dever e a responsabilidade de analisar e decidir contrários aos desmandos e as amargas lembranças das perdas que sofremos.

O mundo, aqui representado por pessoas engajadas localizadas em continentes diferentes, que lutam pela garantia de um equilíbrio térmico e sustentável para o planeta contrários a devastação das florestas, a poluição das águas do Amazonas e seus tributários, bem como também, a favor da proteção integral dos povos indígenas e das comunidades tradicionais da Amazônia.

Esses atores organizados em rede e estruturalmente orgânicos querem porque querem saber como os Amazônidas vão votar neste segundo turno tanto para presidente da república como para o governo do estado do Amazonas se irão confirmar a política de depredação ambiental em curso com avanço na violação dos direitos dos povos das florestas ou se vão manifestar sua indignação contra políticos vendilhões que promovem a destruição da nossa biodiversidade, a precarização do Sistema Único de Saúde e das universidades e dos institutos de pesquisa sem os meios necessários para o desenvolvimento da ciência e da criação de novas tecnologias.

Nessa conjuntura, as lideranças políticas do Amazonas – sindicalistas, movimento sociais, estudantis e demais frentes de luta – comprometidas com a defesa da floresta em pé, do desenvolvimento da ciência e tecnologia e principalmente com a segurança constitucional do Projeto Zona Franca de Manaus (ZFM), têm o dever de se manifestar contrários a toda e qualquer ato do governo Bolsonaro que ponha em risco os milhares de emprego dos trabalhadores do Polo Industrial da ZFM.

Sabe-se também que a integridade do Polo Industrial de Manaus gerador de riqueza, trabalho e renda é também uma plataforma de proteção das Florestas e de todo seu recurso natural constitutivo por conter a pobreza e a miséria social na Amazônia Legal.

Nessa encruzilhada, nós que vivemos e moramos na Amazônia não devemos vacilar jamais. Com o poder do voto nas mãos temos o dever e a responsabilidade de analisar e decidir contrários aos desmandos e o desgoverno que aceleram a devastação de nossas florestas e na pandemia promoveu a morte deixando-nos com amargas lembranças, saudades e muito indignação em nossos corações e mentes pelas perdas dos amigos, parentes e familiares.

(*) É professor, antropólogo e indigenista da UFAM.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do ÚNICO.


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