O novo nome da política no Amazonas: Carol Braz

Prestes a se filiar ao PDT, ela admite ser candidata ao governo em 2022

Ela é religiosa e aposta que o início de qualquer projeto precisa começar pela educação

Claudio Barboza
Para o Portal ÚNICO

Mãe de dois meninos, formada em Direito pela Ufam, com pós-graduação, defensora pública concursada e ex-secretária de estado, ela é o novo nome na política do Amazonas, que deverá concorrer ao governo do estado nas eleições 2022. Esta é Carol Braz, uma amazonense de Manaus, que está à frente do projeto premiado nacionalmente neste início de dezembro, (que atende órfãos de feminicídio), desenvolvido pela Defensoria Pública do Amazonas.
Carol Braz é o nome que o PDT quer na disputa ao governo do estado no próximo ano. Ela conversou com o presidente nacional do partido, Carlos Luppi, e a filiação vai acontecer no mês de janeiro.
Carol tem uma fala tranquila e um jeito calmo de se expressar. Ex-aluna do Colégio Auxiliadora de Manaus, seguiu os conselhos da família e apostou nos estudos. Sempre por concurso público ingressou na polícia como escrivã, chegou a ser juíza em Boa Vista, Roraima, onde ficou um ano e meio, retornando a Manaus “por causa da família” e ingressou na Defensoria Pública onde encontra-se atualmente.

Carol Braz
Na Defensoria, Carol comanda o projeto de apoio aos órfãos do feminicídio

Avó é a referência

Neta de Dona Izinha, falecida mas que era bastante conhecida no Bairro da Raiz e órfã de pai e mãe – o pai piloto morreu em um acidente aéreo e a mãe há pouco tempo por causa da Covid-19 – Carol conta que desde criança aprendeu que para conseguir alguma coisa na vida teria que estudar. “E assim fiz”, explica.
Seu primeiro contato com a política aconteceu ao assumir a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Amazonas, em 2019. Ficou no cargo por quase dois anos, percorreu mais de 30 municípios do estado à frente de programas de inclusão social e o seu nome chegou a ser cotado para concorrer à Prefeitura de Manaus em 2020. Não aconteceu.

“É possível fazer mais”

Carol diz que nas viagens ao interior ou nos trabalhos que desenvolve na Defensoria Pública em Manaus, percebe que “muita coisa não anda”, em função da falta de uma ação do Executivo. “A principal motivação de entrar na política, é buscar os meios para tornar possível a mudança na vida de pessoas que estão totalmente fora do contexto social”.
Ela conta que na função de Secretária de Justiça, implantou o PAC em Movimento. “As pessoas não imaginam a importância de uma carteira de identidade para uma pessoa que chega à idade adulta sem ter um documento. Conheci pessoas com 70 anos nessa situação. É apenas um exemplo de políticas públicas desenvolvidas num trabalho desse tipo”, explica.

Viagens ao interior do Amazonas

Outra comprovação de Carol. Ela lembra que nas viagens ao interior, percebeu que muita coisa pode ser resolvida por meio de parcerias: “em São Gabriel da Cachoeira conheci um senhor que tinha necessidades especiais e aos 70 anos não tinha aposentadoria, embora tivesse direito ao benefício. Conversei com o prefeito. Mostrei que se ele tivesse a aposentadoria era bom até para o município porque ele iria gastar ali mesmo, dando a sua participação mesmo pequena, na movimentação da economia. São tantas coisas que podem ser resolvidas…”, comenta.

Planos para governo

Carol diz que o projeto político é algo que está sendo construído. Quando pergunto se não a assusta o fato de entrar numa disputa feroz, como é um processo eleitoral majoritário, me fala que não. “Sei que vão falar até da roupa que uso…”, comenta com um leve sorriso, reforçando que a possível candidatura faz parte de um processo.
Ela está acostumada à vida dura de quem acompanha o dia a dia de crianças, vítimas do feminicídio, que muitas vezes ficam ao Deus-dará, sem nenhum tipo de apoio, que de uma hora para outra, perdem a mãe… perdem o pai… são filhos da dor!
Esse cenário inspirou Carol a criar na Defensoria, o projeto premiado nacionalmente para atender essas crianças.
Carol conta que está se colocando no olho do furacão, consciente das dificuldades, mas na certeza de que muito pode ser feito na construção de uma nova forma de gestão, que segundo ela,tem um ponto de partida: investir de verdade em Educação!


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