O GRITO DA NOSSA GENTE

Por Ademir Ramos

O Poder soberano que legitima a República e sua forma de governo democrático encontra-se de cabeça para baixo.

Os Partidos Políticos que deveriam servir à vontade popular articulando junto ao poder executivo a efetivação de políticas públicas que garantissem o bem-viver da nossa gente com emprego, trabalho e renda, tem feito ao contrário.

O estado de precarização social de nossa população fez do povo refém dos Partidos, que de dois em dois anos participam das disputas eleitorais trazendo o povo no cabresto político pelo império da necessidade.

Esse fenômeno ocorre porque o povo excluído das políticas sociais tem vivido na extrema pobreza sujeitando-se as prerrogativas dos favores das “leis dos pobres” tais como Bolsa Família, Auxilia Estadual, Restaurante Comunitário, entre outras estratégias de fisgar o voto pela boca.

Combalido, o nosso povo vem sofrendo todo dia de agressão tanto dos governantes como dos Partidos Políticos que deveriam representar os interesses da maioria.

Mas, a sabedoria popular ensina que “a ocasião faz o ladrão”, isso significa que os Partidos Políticos carregados por seus candidatos a Prefeito e Vereador convencidos de que o povo está embrutecido pela fome, pelo abandono social e promessas políticas dos eleitos será uma presa fácil para ser ludibriado mais uma vez por esses “ladrões de sonhos” que transformam as eleições numa ocasião oportuna para assaltar o voto da nossa gente humilde.

Embora saibam que cada eleição é diferente da outra, eles insistem tratar os eleitores como boiada tocando o povo para o matadouro, mas com gente é diferente.

Pelos fatos e manifestações em curso as lideranças populares vêm se manifestando contrárias, com um forte sentimento de mudança na política, às vezes pode parecer inconsequente mas não deixa de ser importante para dar um basta ao flagelo social que assola o Brasil, principalmente as periferias das grandes cidades e no interior do Amazonas e Brasil sem saúde, educação, cultura, segurança e trabalho.


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