Número de brasileiros hipertensos aumenta e reforça a importância de bons hábitos de vida para controle e prevenção

O número de pessoas com hipertensão no Brasil apresentou aumento de 2,5%, entre 2013 e 2019, chegando a 38,1 milhões de cidadãos com 18 anos ou mais

Segundo a pesquisa do IBGE, a população hipertensa no Brasil é de 23,9%, e supera em mais de três vezes o número de diabéticos, por exemplo. Quando se trata de pessoas mais velhas, com 75 anos ou mais, a incidência é ainda maior, atingindo cerca de 62% dos habitantes

Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada em novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e levantam uma preocupação quanto ao estilo de vida da população, reforçando a importância da prevenção e controle da doença.
O enfermeiro intensivista da Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), Ivanilson Ribeiro, explica que a hipertensão é causada por uma resistência e/ou enrijecimento dos vasos sanguíneos para a passagem do sangue, o que leva o coração a produzir mais força no processo de bombeamento sanguíneo. Assim, eleva-se a pressão arterial.

Estágios da alteração

A alteração, considerada crônica, é dividida em três estágios, definidos pelos níveis de pressão arterial (1, 2 e 3). Um detalhe importante é que, quanto mais alta a pressão arterial estiver, maiores são as chances de o paciente precisar usar medicamentos de forma contínua.

Apesar de o aumento da força para bombear o sangue ser um processo natural do corpo, em algumas circunstâncias, no caso da hipertensão existem fatores de risco que aceleram esse processo, tais como o consumo de bebidas alcoólicas, idade avançada, consumo excessivo de sal, gênero e etnia, sedentarismo e obesidade – outra pesquisa divulgada este ano pelo IBGE, mostrou que 1 em cada 4 brasileiros está obeso.
E se associada a outras doenças pré-existentes, como é o caso do diabetes, a hipertensão eleva os riscos de AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais) e infartos, além de outras doenças cardiovasculares. Atualmente, especialistas apontam uma nova preocupação, destaca Ivanilson Ribeiro: o risco de agravamento de quadros da Covid-19 associado à hipertensão, o que, dependendo da condição clínica do paciente, pode levar à morte ou a sequelas graves, entre elas, as renais.
Apesar de haver pacientes hipertensos assintomáticos, independente do nível da doença, o principal sinal, segundo especialistas, é a dor de cabeça frequente, que pode estar relacionada, de forma pontual, à ingestão de sódio (sal em excesso na alimentação). “Assim, destacamos a importância de uma dieta restritiva, com pouco sal, alimentos saudáveis e com pouca gordura. A prática de exercícios físicos também pode ajudar a prevenir a hipertensão, assim como, o controle do estresse, evitar consumir bebidas alcoólicas e o tabaco”, frisou o enfermeiro, que também é membro do Núcleo de Educação Permanente da Segeam.


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