Novo alerta sobre a seca e a logística da ZFM

Nelson Azevedo aponta novos desafios

“Com as medidas corretas, podemos mitigar o impacto”, diz ele

Juscelino Taketomi
Especial para o ÚNICO

Em conversa com o Portal ÚNICO nesta sexta-feira (28), o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), empresário Nelson Azevedo, fez novo alerta sobre os desafios logísticos a serem enfrentados pela Zona Franca de Manaus com a estiagem prevista para começar em julho deste ano.

A redução do volume de água nos rios Amazonas e Solimões, principais vias de transporte para a região, é uma das maiores preocupações, impactando diretamente o escoamento de produtos, causando atrasos e elevando os custos logísticos, afirmou Azevedo.

Investimentos

Para enfrentar esses desafios, o Governo Federal destinou R$ 505 milhões para garantir a navegabilidade dos rios Amazonas e Solimões. O investimento é visto como crucial para a manutenção das operações logísticas na região.

“Além disso, estamos em constante comunicação com a Defesa Civil e outras secretarias para coordenar ações de enfrentamento e combate às queimadas, que também aumentam durante a estiagem,” disse Azevedo.

Abastecimento de água

Segundo o líder empresarial, a seca extrema também influenciará a disponibilidade de água, uma preocupação crescente para a ZFM. Este ano, a Defesa Civil instalou 42 estações de tratamento de água e a Companhia de Saneamento do Amazonas planeja implementar outras 20 até o final de setembro.

“Essas ações são essenciais para garantir o abastecimento de água para a população e as indústrias na Zona Franca de Manaus, evitando interrupções nas atividades produtivas,” explicou Nelson.

Desafios para as empresas

As empresas da Zona Franca enfrentam várias dificuldades devido à seca, incluindo o aumento dos custos logísticos e atrasos na entrega de insumos e produtos acabados, observa Nelson Azevedo. “Essas dificuldades podem reduzir a competitividade das empresas da Zona Franca, tornando ainda mais urgente a implementação de medidas mitigatórias”.

A seca na Amazônia tem repercussões em outras regiões do Brasil, e a Zona Franca de Manaus precisa estar preparada para esses impactos, destaca Azevedo.

“Estamos trabalhando em estreita colaboração com outras regiões afetadas para compartilhar informações e recursos. A Amazônia, que normalmente exporta umidade para outras regiões, está contribuindo para a seca em áreas como o Pantanal,” acrescenta o empresário, ressaltando a necessidade de uma abordagem coordenada para mitigar os impactos da seca em todo o país.

Importância do monitoramento climático

Azevedo também comentou sobre a importância do monitoramento de dados e previsões climáticas para enfrentar a seca.

“Utilizamos informações do CEMADEN e outros órgãos para antecipar as mudanças climáticas e planejar ações mitigatórias. Dados precisos e atualizados nos permitem tomar decisões informadas e responder de maneira eficaz às condições climáticas adversas”, frisou.

Perspectivas otimistas

Apesar dos desafios, Azevedo mantém uma perspectiva otimista para o futuro em relação à seca e à sustentabilidade na região.

“Continuaremos a investir em infraestrutura, tecnologias de monitoramento e ações coordenadas com outras regiões para garantir a sustentabilidade da Amazônia e a competitividade da Zona Franca de Manaus. A colaboração entre governo, empresas e a comunidade é fundamental para superar esses desafios e construir um futuro resiliente”, assinalou.

Ações conjuntas

A seca extrema prevista para julho apresenta desafios consideráveis para a Zona Franca de Manaus, mas com investimentos estratégicos e coordenação entre diferentes entidades, a região deverá estar preparada para mitigar os impactos e assegurar a continuidade de suas operações.

“A perspectiva é desafiadora, mas estamos otimistas de que, com as medidas corretas, podemos mitigar os impactos da seca. Continuaremos a investir em infraestrutura, tecnologias de monitoramento e ações coordenadas com outras regiões para garantir a sustentabilidade da Amazônia e a competitividade da Zona Franca de Manaus. A colaboração entre governo, empresas e a comunidade é fundamental para superar esses desafios e construir um futuro resiliente”.


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