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24 de setembro de 2021
Claúdio

Coluna:

Por: Cláudio Barboza

Jornalista profissional rg/mtb 059
Prêmio Esso de jornalismo

Mulheres na redação

Serious young student writing in book while studying at table in university

A minha impressão é que a Francisca do Vale está entre as primeiras mulheres repórteres do jornal A Crítica. Desde os primeiros dias ela mostrou que havia chegado para ficar. Sua produção diária deixava isto claro. Chegava cedo e não recusava trabalho. Muitas vezes, como era comum naqueles anos no início da década de 80, vários jornalistas começavam a trabalhar às 10 da manhã e só saiam depois das 22 horas.

O curioso na Francisca, que logo virou Chica do Vale, é que ela antes de datilografar o texto, escrevia toda a reportagem a mão! Isso mesmo! Pegava a caneta e escrevia toda a matéria numa folha de papel. Só depois ia datilografando calmamente na máquina. Levou alguns meses para ela fazer o texto diretamente na Olivetti.

Durante muitos anos Francisca trabalhou em A Crítica, onde além de repórter foi editora de várias áreas. Uma profissional de talento com capacidade de produção e muita regularidade.

Anos depois, encontrei um jovem talento uma verdadeira máquina de produção. A Solange Elias. Sol, nome pelo qual se tornou mais conhecida, também começou na Crítica, quando a redação era na Joaquim Sarmento. Nos primeiros meses ela ficou na função de Secretaria de Redação mas logo depois iniciou no jornalismo. Não parou mais. Estivemos juntos em várias missões e em ocasiões muitos especiais, caminhamos com o amigo jornalista Paulo Castro na produção de algumas campanha política ou nas redações de jornais pelas quais passamos. Chica se aposentou mas Sol continua na ativa, hoje na assessoria da Escola do Legislativo, na Assembleia.

Outras mulheres jornalistas surgiram ao longo do tempo, nos melhores momentos do jornal imprenso em Manaus e também na TV. A talentosa Ivânia Vieira,uma profissional com espaço em qualquer lugar, na mídia que escolher e hoje professora da Ufam. Deu os primeiros passos em A Notícia, onde também surgiu Terezinha Soares, que depois migrou para a assessoria do Inpa onde se aposentou.

Vários talentos brotaram daqueles dias em diante, numa conquista difícil e ousada, pois se hoje o preconceito ainda é forte contra a presença feminina em várias atividades, no jornalismo não foi e nem é diferente. Marcela Rosa, Roseane Mota, Roberta Silva, Lúcia Cordeiro, Celes Borges, Hermengarda Junqueira,Baby Rizzato,Ercilene Oliveira, Wânia Lopes, Monica Santaella, Luana Campos, Ana Claudia Leocadio, Rosiene Carvalho, Jacira Shirley Assis, Beth Menezes, Claudia Barbosa…são exemplos dessa caminhada.

Tem a história dos tempos em que o futebol amazonense lotava o Vivaldo Lima e do Gol Zona Franca que demorou a sair,mas esta, é uma história mais para a frente…

Claudio Barboza, formado em Filosofia pela Faculdade de Belo Horizonte, graduado em jornalismo pela UFAM, Mestre em Sociologia pela UFMG, Dr. em Comunicação pela UFMG

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