Megaoperação contra o tráfico prende seis no Amazonas

Operação envolve policiais em cinco estados brasileiros

Líderes do Comando Vermelho e Família do Norte são o alvo

Uma megaoperação de polícias civis do país iniciada na madrugada desta terça-feira (9), em quatro Estados, já prendeu seis homens ligados à facção Comando Vermelho no Amazonas. Ainda faltam ser cumpridos nove, de um total de 15 mandados de prisão.

Foram presos André Luiz Perez Araújo, André Luiz Lessa Maia e Raimundo Lima da Silva. Os nomes dos outros três presos não foram divulgados pela polícia, que apontou que a concentração da operação do Comando Vermelho no Amazonas está na fronteira.

Operação Rota do Rio

A operação de hoje é a segunda parte da Operação Rota do Rio, iniciada em maio passado, direcionada contra o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro e coordenada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

São 26 mandados de prisão em cinco estados: Rio de Janeiro, Amazonas, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Os alvos são pessoas físicas e jurídicas responsáveis pela lavagem de dinheiro das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Família do Norte (FDN), que atuam no Amazonas.

Esquema de milhões

Segundo a polícia, o esquema movimentou R$ 126 milhões em apenas dois anos. Entre os detidos está Dibh Pereira Moubayed, preso na Baixada Fluminense, que seria responsável por enviar dinheiro do Rio de Janeiro para a Região Norte para a compra de entorpecentes e traficava drogas em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho.

Amazonenses em SC

Em Santa Catarina foram presos Caio Cardoso dos Santos, conhecido como Mano Caio, e Sílvio Andrade Costa, o Silvinho, ambos do Amazonas e que estavam escondidos no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro e tinham viajado para o sul do país.

Outro alvo foi Cleiton Souza da Silva, considerado um elo entre os traficantes do Rio de Janeiro e do Amazonas. Segundo os investigadores, ele é responsável pelo abastecimento de drogas nas comunidades da Zona Sul da capital fluminense.

O esquema

Depósitos bancários eram feitos em contas de pessoas jurídicas, principalmente em regiões de fronteira no Amazonas, com o objetivo de ocultar a origem ilícita do dinheiro.


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