Medo ou preconceito de homens, dificulta a identificação do câncer de próstata

Apesar do câncer de próstata estar em primeiro lugar entre as doenças masculinas no Amazonas, com previsão de 580 novos casos a cada ano, a falta de informação, medo ou puro preconceito de uma parcela da população masculina que se recusa em fazer o toque retal quando chega na faixa etária dos 50 anos, tem dificultado a precisão do diagnóstico da doença.

O cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Giusepe Figliuolo, disse que isso acontece porque a primeira opção dos homens, o exame de PSA (Antígeno Prostático Específico), feito através da análise sanguínea, para rastrear possíveis alterações na próstata, inclusive o câncer, pode falhar.

Exames se completam

“Por isso, alertamos que os dois exames se complementam. Quando um falha, o outro, geralmente, aponta a suspeita, sugerindo a necessidade de uma biópsia para diagnosticar ou descartar a presença de doença maligna”, explica o médico Figliuolo.


A próstata está localizada profundamente na região pélvica, atrás do reto, embaixo da bexiga e atravessada pelo canal da uretra. De acordo com o médico, no Brasil, os tumores malignos de próstata estão em segundo na tabela de incidência, quando se trata da população masculina, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma.

Exame sujeito a falhas

Giuseppe Figliuolo, afirmou que em cerca de 20% dos casos, o PSA falha ao não apontar alterações na próstata. É um percentual considerado alto, segundo o especialista.


“Nesses casos, quando a alteração for sugerida, a doença já pode ter avançado. Mas, em casos nos quais associamos o PSA e o toque retal, conseguimos constatar algum problema em 95% dos homens”, afirmou.


Isso porque, a maioria dos tumores de próstata fica localizada na parte externa ou zona periférica da glândula, local onde é possível identificar alterações através do toque retal. O exame é rápido, indolor e pode ajudar a salvar vidas.


“Quando observamos alguma alteração mais cedo, as chances de sucesso no tratamento podem chegar a 95%. Além disso, quando menor o tumor, menos invasivo será o tratamento”, alerta.


Dos tumores de próstata, os adenocarcinomas são maioria: 95%. Os outros 5% são carcinomas, tipos considerados raros neste universo. Os tratamentos podem ser cirúrgicos (cirurgia aberta, videolaparoscópicas ou robóticas), ou podem ocorrer através de radioterapia, quimioterapia e uso de bloqueadores hormonais.


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