Marina Silva fala por mais de cinco horas na CPI das ONGs

Ministra diz acreditar na lisura das organizações sociais

Debate acabou envolvendo a BR-319 também

Valéria Costa
Correspondente

Brasília (ÚNICO) – Foram mais de cinco horas de fala na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, ontem (27), no Senado, da ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, convocada para explicar os laços que unem o ministério que dirige e a atuação de ONGs ambientais na região amazônica.


O grupo questionou os recursos financeiros disponibilizados ao Fundo Amazônia, por exemplo, e como eles estão sendo aplicados na Amazônia. Em resposta, Marina disse que acredita na lisura das ONGs e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que receberam recursos do Fundo Amazônia e reforçou a importância desse mecanismo de captação de recursos e investimentos.

BR-319

O presidente da CPI, senador Plínio Valério (PSDB-AM) aproveitou a presença de Marina Silva na audiência para questioná-la sobre a reconstrução da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho e ao restante do país, argumentando o isolamento da região e a pré-existência do leito da estrada – o que evitaria a derrubada de outras árvores para revitalização do trecho do meio.


A ministra foi taxativa e retrucou que a licença do Ibama para as obras da rodovia federal, em especial o trecho do meio, só sai se for comprovada a viabilidade social, econômica e ambiental. “A estrada não foi feita porque é difícil de provar a viabilidade econômica e ambiental”, sentenciou ela.


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