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A escola que mata

Por: Ademir Ramos

Professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui, do NCPAM/UFAM vinculado ao Dpto. de Ciências Sociais.

Manaus e a força de sua gente

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Fala-se que toda cidade tem sua vocação. Se tal afirmativa for verdadeira indagamos sobre a natureza de nossa Manaus quanto aos seus predicativos físicos, culturais, econômicos e sociais.

Sabemos que sua edificação resulta de um processo geopolítico colonial, em atenção ao domínio e controle desse território sob a exploração e o saque do império colonial português em confronto com os interesses espanhóis, holandeses, franceses e ingleses.

A guerra foi uma trama constante, não só entre os conquistadores coloniais, como também em relação às nações e os cacicados indígenas que habitavam e habitam secularmente esse território visando dominá-los e usá-los no primeiro momento como “bucha de canhão”, depois sob o jugo da escravidão explorar sua força trabalho e seus saberes para saquear as riquezas naturais desse território conquistado, mas não vencido.

Se no passado as nações indígenas imprimiram sua forma de ser, pensar e viver, em respeito à natureza e suas determinações, o processo de colonização amparado pela expansão do cristianismo católico ou protestante produziu feridas sangrentas por todo esse território, em particular na organização dos povos ameríndios, os quais foram despossuídos de qualquer bem e reduzidos a condição bestial para servir aos interesses dominantes.

Toda essa barbárie perpetrada contra os povos amazônicos não se deu de forma linear. O levante e a resistência dessa gente manifesta-se a todo momento. No entanto, não tinha os meios explosivos para vencer seus malfeitores.

Somado a tudo isso, no século 19, temos a aguerrida luta dos Cabanos, nossa revolução popular contra o favoritismo dos colonos e militares lusitanos, em detrimento a economia regional, afrontando, dessa feita, as lideranças locais, politicamente identificadas com os interesses amazônicos.

A saga dos Cabanos até hoje é um referencial histórico que aquece e agrega a luta pelo Direito dos manauaras quando nos defrontamos com os oportunistas que buscam a todo custo atrelar o Município ou o Estado aos interesses dos aventureiros representados nas corporações financeiras empresarias com a legenda de uma determinado Partido Político velado por um processo eleitoral.

Nessa circunstância a vocação histórica do nosso povo é se libertar das mentiras, promessas e do braço forte dos seus mandatários aventureiros e oportunistas em prol do bem-estar da nossa Manaus, promovendo a felicidade pública da nossa gente com pão, trabalho e renda.


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