Lula vai sancionar a lei que autoriza cassinos

Amazonas poderá ter dois mega cassinos em seu território

Projeto está em tramitação no Senado Federal

Fábio Rodrigues
Especial para o ÚNICO

Brasília (ÚNICO) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (21) que deve sancionar o Projeto de Lei que propõe a legalização de cassinos e jogos de azar, como bingo e jogo do bicho, no Brasil.

O Projeto de Lei já foi aprovado na quarta-feira passada (19), no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora vai ser encaminhado para votação em plenário e, se aprovado, vai para a sanção do presidente Lula.

O que diz o projeto

A proposta prevê a permissão para a instalação de cassinos em polos turísticos ou em complexos integrados de lazer, como hoteis de alto padrão (com pelo menos 100 quartos), restaurantes, bares e locais para reuniões e eventos culturais.

De acordo com o texto, a licença seria para apenas um cassino em cada estado e no Distrito Federal. Mas, devido a sua população, São Paulo poderia ter três mega empreendimentos desses.

Já o Amazonas e o Pará poderão ter dois desses complexos de apostas e jogos em função de seu território geográfico ser muito extenso.

Presidente não é contra

Parlamentares contrários ao projeto argumentam sobre o aumento do vício em jogos e a criação de um ambiente favorável à prostituição,
ao consumo de drogas e máfia.

O presidente Lula disse que não joga, não é favorável a jogos, mas também não acha que é um crime.
“Eu não acredito no discurso de que ‘se tiver cassino o pobre vai gastar tudo que tem’. O pobre não vai no cassino, o pobre vai trabalhar no cassino, ele pode até ver a sua cidade se desenvolver, mas ele não vai porque o cassino é uma coisa pra gente que tem dinheiro”, acrescentou o presidente.

Já quem é a favor do projeto argumenta sobre os ganhos econômicos, geração de emprego e o desenvolvimento turístico das regiões com a presença dos cassinos, além do aumento da arrecadação de impostos para o governo. Apesar de concordar com esses benefícios, para Lula, “não é isso que vai resolver o problema do Brasil”, definiu.


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