Lula confirma Lewandowski no Ministério da Justiça

Ministro que entra e ministro que sai têm laços com o Amazonas

Conheça algumas histórias dos ministros

Fábio Rodrigues
Especial para o ÚNICO

Brasília (ÚNICO) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou na manhã desta quinta-feira (11) o nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski para o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Lewandowski ocupará a vaga deixada por Flávio Dino, que vai para o Supremo, por indicação de Lula, no lugar da ex-ministra Rosa Weber, que se aposentou.

Histórias no Amazonas

O ministro da Justiça que está saindo, Flávio Dino, e o ministro que está entrando, Ricardo Lewandowski, têm um histórico longo com o Estado do Amazonas.

Flávio Dino, por exemplo, nasceu em São Luís, no Maranhão, mas sua família morava em Itacoatiara (a 270km de Manaus) antes de mudar-se para a capital maranhense. Ele chegou a passar alguns anos da sua infância em Itacoatiara e ainda tem parentes na capital amazonense, como a jornalista Baby Rizzato, sua prima.

Dino conhece bem a Amazônia, até porque 38% do território do Maranhão é coberto pelo bioma da floresta amazônica.

História antiga

O ministro que vai entrar no MJ, Ricardo Lewandowski também tem histórias com o Amazonas. Há treze anos, por exemplo, ele presidia o Tribunal Superior Eleitoral e viajou para Manaus.

Na capital, foi recebido por uma comitiva irritada de servidores da Justiça Eleitoral que queriam garantir avanços salariais da categoria e literalmente “acamparam” na porta do Tribunal Regional Eleitoral. Diplomático, Lewandowski recebeu todo mundo e resolveu a situação.

Dois títulos em quatro anos

Entre 2019 e 2022, Lewandowski recebeu duas honrarias da Assembleia Legislativa do Amazonas: em 2019 o título de Cidadão do Amazonas, e três anos depois, a Medalha Ruy Araújo.

Em ambos os casos os autores das homenagens – o então deputado Josué Neto e o atual presidente da Aleam, Roberto Cidade – apontaram a defesa que o ministro faz da Zona Franca de Manaus como modelo de desenvolvimento para a região. Ele faz questão de dizer que “a ZFM não é política de governo. É política de Estado*.

Numa disputa com a União que queria proibir o creditamento do o creditamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na entrada de insumos provenientes da ZFM, Lewandowski ficou ao lado do Amazonas, ajudando a reverter placar desfavorável que estava surgindo no julgamento final da ação.

Atuação na pandemia

Quando era presidente do STF, em 2021, o ministro Ricardo Lewandowski deu 48 horas para que o governo federal – então dirigido por Bolsonaro – apresentasse um plano detalhado das estratégias adotadas para lidar com a crise sanitária no Amazonas – a falta de oxigênio para atender os pacientes da pandemia de Covid-19.


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