Justiça decreta prisão preventiva do casal que matou Julieta

Delegado diz que artista pode ter sido enterrada viva

Os acusados vão responder por quatro crimes

O juiz de direito Laossy Amorim Marquezini, plantonista das Audiências de Custódia – que inclui a Comarca de Presidente Figueiredo (a 117km de Manaus) decretou a prisão preventiva de Thiago Agles da Silva e de Deliomara dos Anjos Santos, suspeitos da morte da artista venezuelana Julieta Inés Hernández Martínez.

Na decisão, o juiz apontou que há “fartos indícios de autoria por parte dos flagranteados” e, ainda, a necessidade de resguardar a ordem pública, uma vez que a crueldade com que eles cometeram o crime pode se repetir.

Delegado explica o crime

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (8), o delegado Valdinei Silva, titular da delegacia de Presidente Figueiredo, disse que Julieta Hernández pode ter sido enterrada viva.

A perícia técnica realizada no fim de semana confirmou a identidade de Julieta. Novas perícias precisarão ser realizadas para comprovação de estupro e a causa da morte.

Estuprada, incendiada e enforcada

Segundo Valdinei Silva a artista venezuelana dormia na varanda da pousada administrada pelo casal. O marido resolveu roubar o celular de Julieta e ela reagiu.

Houve luta corporal entre os dois até que Thiago enforcou a vítima e a derrubou ao chão, obrigando a esposa Deliomara a amarrar os pés e mãos da artista.

Julieta foi arrastada para dentro da casa e Thiago a violentou. A esposa viu a cena e, com ciúmes, teria jogado álcool no marido e na vítima, ateando fogo. Thiago conseguiu apagar as chamas e saiu para procurar socorro para as queimaduras.

Sozinha com a vítima, Deliomara teria amarrado uma corda no pescoço de Julieta e arrastado pela mata até enterrá-la em uma cova rasa.

O delegado não descarta que Julieta ainda poderia estar viva no momento que Deliomara a enterrou.

Acusações

O inquérito apura os crimes de estupro e homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e emprego de meio cruel. Eles responderão também por latrocínio, e ocultação de cadáver.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *